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Cientistas da Califórnia identificam possível causa da hidrocefalia

Doença neurológica é muito comum em crianças sendo que, em alguns casos, pode provocar a morte

Efe

09 de setembro de 2011 | 11h52

WASHINGTON - Cientistas de The Scripps Research Institute de La Jolla, na Califórnia (EUA), identificaram o que pode ser a maior causa da hidrocefalia congênita, uma das doenças neurológicas mais comuns nas crianças e que, em alguns casos, pode provocar a morte.

O novo estudo, publicado nesta quarta-feira por Science Translational Medicine, sugere que a hidrocefalia pode ser provocada por níveis anormais de ácido lisofosfatídico (LPA), um lipídio de transmissão sanguínea que pode entrar no cérebro em altas concentrações durante episódios de sangrado e causar danos no desenvolvimento das células cerebrais.

Até agora, os cientistas tinham associado a hidrocefalia aos episódios de sangramento cerebrais, mas não estava clara a causa concreta da doença.

Após este estudo, os pesquisadores poderão aprofundar em tratamentos de prevenção e paliativos. "Isto proporciona uma prova de conceito para o tratamento médico desta doença e também sugere que este mecanismo de participação de LPA poderia ser relevante para outros transtornos neurológicos associados com o desenvolvimento cerebral alterado", disse Jerold Chun, diretor do estudo.

O LPA se produz normalmente na fase rápida do crescimento cerebral do feto e parece ser importante para o desenvolvimento normal dos neurônios.

No entanto, quando os cientistas acrescentaram concentrações superiores de LPA aos cérebros de fetos de ratos, encontraram um inesperado efeito no desenvolvimento cerebral.

"Quando os examinamos como recém-nascidos, nos surpreendemos ao ver que tinham cérebros grandes e cheios de líquido. Foi como um momento "eureka", porque nos demos conta que o LPA poderia explicar a hidrocefalia", disse Yun Yung, coautora do estudo.

Em uma demonstração final, a equipe tratou vários fetos normais de ratos com um composto que bloqueia a ativação de um dos dois tipos de receptores de LPA e encontrou que apesar da exposição ao lipídio, seus sinais de hidrocefalia estavam reduzidos de maneira considerável.

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