Cientistas da ONU sugerem que governos proíbam o pesticida endosulfan

Países decidem em 2011 se seguem recomendação; Anvisa pediu retirada do mercado em 3 anos

AP

19 Outubro 2010 | 19h44

GENEBRA - Um painel de ciência da Organização das Nações Unidas (ONU) exortou os governos a proibirem o pesticida endosulfan, amplamente utilizado nas lavouras, por risco de causar danos nervosos a trabalhadores do campo e animais selvagens.

Os 31 integrantes do Comitê de Revisão de Poluentes Orgânicos Persistentes pedem que o agrotóxico seja colocado em uma lista de produtos químicos que deveriam estar fora de uso.

Um porta-voz do Programa Ambiental da ONU, que hospeda o painel, diz que os governos devem decidir em abril de 2011 se seguem a recomendação, durante uma reunião dos signatários da Convenção de Estocolmo sobre produtos químicos nocivos.

Michael Stanley Jones disse nesta terça-feira, 19, que 60 países já proibiram o endosulfan, incluindo os Estados Unidos, que não fazem parte da Convenção de Estocolmo. O pesticida é usado em algumas frutas e legumes, além de plantações de algodão, café, cana-de-açúcar e soja.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou em agosto a retirada total do endosulfan do mercado em um prazo de três anos e a proibição da importação a partir de 31 de julho de 2011. Algumas normas, como a suspensão do uso para controle de formigas e o envasamento em embalagens metálicas já entraram em vigor.

Segundo a Anvisa, a medida é fundamentada em estudos toxicológicos que ligam a aplicação do pesticida a problemas reprodutivos e endócrinos em trabalhadores rurais e na população em geral. O endossulfan já está banido em 44 países e sofreu fortes restrições em mais 16. O agrotóxico foi colocado em reavaliação em 2008, mas, por uma série de decisões judiciais, sua reavaliação ficou impedida por quase um ano.

Com informações da Agência Estado

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