Cientistas desenvolvem desfibrilador com mais eficácia e menos energia

Aparelho evita o uso de grandes descargas elétrica para não provocar danos aos tecidos e dores aos pacientes

Efe

13 Julho 2011 | 16h43

Paris - Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu um desfibrilador que aumenta as chances de sucesso para restaurar o ritmo cardíaco, não danifica os tecidos e utiliza menos energia, informou nesta quarta-feira o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS).

O novo dispositivo, batizado de Leap (Löw Energy Anti-fibrillation Pacing), foi testado com sucesso em animais com fibrilação atrial, o tipo de arritmia mais frequente no mundo. Suas particularidades serão divulgadas na próxima edição da revista científica Nature.

A equipe utilizou nesses testes um cateter cardíaco clássico para enviar impulsos elétricos 80% menores que os desfibriladores atuais. Diante deles, segundo o CNRS, os animais responderam quase imediatamente e retomaram o ritmo normal.

O Leap evita utilizar grandes descargas elétricas para dificultar danos aos tecidos e dores aos pacientes. Além disso, permite prolongar a vida útil das baterias.

Segundo o CNRS, a próxima etapa será testar a nova técnica em seres humanos, já que cerca de 10 milhões de pessoas na Europa e nos Estados Unidos sofrem fibrilação atrial, o que pode aumentar a probabilidade de desenvolver apoplexia ou parada cardíaca.

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