Cientistas dos EUA advertem para riscos de identificação biométrica

Sistemas podem ser muito bons, mas é preciso que sejam bem projetados, diz relatório

REUTERS, REUTERS

24 Setembro 2010 | 18h31

Sistemas de identificação biométrica, apresentados no cinema e na televisão como ferramentas de combate ao crime à prova de falhas, na verdade estão longe da perfeição, diz relatório do Conselho Nacional de Pesquisa Científica dos Estados Unidos.

 

O levantamento afirma que sistemas que dependem de impressões digitais, impressões da palma da mão e reconhecimento de voz são "inerentemente falíveis". Os autores pedem que as agências governamentais que venham a adotá-los certifiquem-se de que o sistema corresponde à propaganda.

 

Empresas e órgãos públicos vêm se voltando para os sistemas biométricos como um meio melhor de rastrear terroristas nas fronteiras, controlar o acesso a edifícios ou abrir acesso a dados bancários.

Sensores de impressão digital já aparecem em produtos como laptops e celulares.

 

Bob Blakley, do Grupo Burton de Estratégias de Privacidade e Identidade, que trabalhou no relatório, disse que governos e empresas precisam se certificar de que a tecnologia adotada estará à altura do desafio.

 

"Não devemos optar pela biometria porque ela é sexy a fica bem em filmes de ficção científica. Devemos fazer isso quando ela for a solução mais eficiente para um problema", disse ele.

 

Ele afirmou que muitos sistemas biométricos de larga escala funcionam bem, citando como exemplo o banco de impressões digitais do FBI, ou o sistema de digitais usado para evitar fraude eleitoral na Nigéria.

 

"No entanto, esses sistemas foram cuidadosamente projetados e revisados por especialistas. É muito fácil usar um bom scanner de biometria e montar com ele um mau sistema", advertiu.

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