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Cientistas encontram mutações em células-tronco pluripotentes

Número de mutações observadas superou em 10 vezes o esperado pelos cientistas

Estadão.com.br,

03 Março 2011 | 15h08

Um estudo conduzido por cientistas da Universidade da Califórnia, e que será publicado na revista Nature desta semana, amplia a discussão sobre a segurança na utilização de células-tronco no tratamento de seres humanos. Isso porque os pesquisadores observaram um número 10 vezes maior de mutações que o esperado em análises feitas em células-tronco pluripotentes, aquelas com capacidade de gerar qualquer outra célula.

Um grupo co-dirigido pelo Dr. Kun Zhang examinou 22 linhagens diferentes de células induzidas obtidas de sete grupos de pesquisas. Eles encontraram mutações em todas as linhagens, com uma estimativa de seis mutações por éxon, que é a parte do genoma que contém as instruções genéticas para a produção de proteínas e de outros compostos do gene.

O Dr. Zhang chamou as mutações de "cicatrizes permanentes do genoma". Embora algumas destas mutações sejam mais discretas, a maioria mudou funções proteicas específicas, incluindo aquelas de genes ligados ao aparecimento de cânceres.

Para evitar este tipo de mutação, o Dr. Zhang acredita que antes de inserir estas células no corpo humano, é preciso ter certeza que elas têm o mesmo genoma do receptor e que estejam livres de componentes que possam induzir ao câncer ou outras formas graves de mutações.

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