Cientistas estudam uso do sarampo em vacina contra aids

Projeto pretende dar 'novo enfoque' à prevenção da aids e já teve 'avanços promissores', segundo cientistas

Efe

13 de novembro de 2008 | 18h55

Um grupo de cientistas europeus estuda o possível uso do vírus do sarampo como veículo da vacina para a aids, um projeto que obteve "avanços promissores" dois anos antes de sua data de finalização, segundo disse nesta quinta-feira, 13, seu coordenador, Gérard Voss.   O projeto, financiado pela Comissão Européia (CE), pretende dar "um novo enfoque" à prevenção da aids, testando um derivado do vírus do sarampo, empregado na vacina para esta doença, como vetor para a vacina do HIV, explicou Voss em uma conferência de especialistas em aids, malária e tuberculose realizada em Bruxelas.   A nova modificação genética do sarampo oferece "uma combinação única de segurança e eficácia", mas ainda é preciso provar sua imunogenicidade - capacidade de gerar uma resposta imune do organismo - em pacientes que já tenham sido vacinados contra o sarampo.   Na primeira fase, o projeto analisará os efeitos do vetor em pacientes soronegativos, depois será testado em voluntários soropositivos.   Em 2010, quando o programa finaliza, oferecerá "suficiente informação clínica para decidir se deve-se continuar com o desenvolvimento", disse Voss, pesquisador da farmacêutica GlaxoSmithKline em Bruxelas.   A vacina do sarampo é produzida em grande escala em muitos países, tem um baixo custo e sua eficácia está comprovada, vantagens que fazem dela "uma atraente candidata" como vetor para a vacina contra a aids, explicou o cientista belga.   No entanto, encontrar uma vacina para a aids "é um desafio formidável e requer esforços a longo prazo", advertiu Jan Balzarini, outro dos cientistas que discursaram na conferência, do Instituto de Pesquisa Rega, em Louvain, na Bélgica.   Os especialistas em malária e tuberculose reivindicaram mais financiamento para que estas duas doenças, já erradicadas da maioria dos países desenvolvidos, deixem de estar entre as primeiras causas de morte nas nações em desenvolvimento.

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