University of Bremen/Divulgação
University of Bremen/Divulgação

Cientistas franceses detectam destruição recorde de ozônio no Polo Norte

'Um inverno estratosférico muito frio e persistente' é apontado como a principal causa da destruição

EFE,

04 Abril 2011 | 13h20

 

Paris - A camada de ozônio no Polo Norte sofre um nível sem precedentes de destruição por causa de excepcionais condições meteorológicas, informou nesta segunda-feira o Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS).

No final do mês passado, a redução da camada que protege a Terra dos raios ultravioleta foi de 40% e registrou em uma "zona extensa", um fenômeno nunca antes observado, assinalou o CNRS em comunicado.

O motivo desta degradação se encontra em "um inverno estratosférico muito frio e persistente" que conduziu uma "grande e prolongada" destruição de ozônio até a primavera", assinalou.

A destruição da camada de ozônio está ligada à presença na atmosfera de diversos gases, emitidos pelos aerossóis.

A 80 graus abaixo de zero esses gases se tornam nocivos para o ozônio, um fenômeno "recorrente" na Antártida, onde as temperaturas são "extremamente baixas" no inverno, mas menos comum no Polo Norte, onde a temperatura é mais elevada e as condições meteorológicas mais variáveis.

"Nem sempre se reúnem as circunstâncias para que se produza uma grande diminuição do ozônio" nessa região, indicou o CNRS, que assinalou que "as condições meteorológicas extremas são responsáveis pelo recorde alcançado" neste ano.

Veja as medições de ozônio nos meses de março desde 1979

Os cientistas franceses, apoiados nos dados que enviam as estações de observação destacados no terreno, tratam agora de determinar o impacto que este fenômeno terá quando as massas de ar se deslocarem uma vez que subam as temperaturas com o avanço da primavera.

Os produtos de aerossóis, que emitem gases ricos em cloros e bromo, permanecem durante anos na atmosfera, por isso que os cientistas franceses não descartam que uma destruição da camada de ozônio similar à deste ano se repita se voltar a ter invernos excepcionalmente frios.

Segundo o último relatório de avaliação da camada de ozônio, este gás não recuperará seu nível de 1980 até os anos 2045-2060 no Polo Sul e uma ou duas décadas antes no norte.

Mais conteúdo sobre:
camada de ozônio Polo Norte

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.