Cientistas identificam genes do mal que matou filho de Travolta

Identificação é o resultado principal do primeiro estudo genético feito sobre o mal de Kawasaki

Efe,

09 de janeiro de 2009 | 21h12

Um grupo internacional de cientistas identificou os genes que facilitam que certas crianças sofram do mal de Kawasaki, que causou a morte do filho do ator americano John Travolta na semana passada. Segundo informou nesta sexta-feira, 9, a revista PLoS Genetics, a identificação é o resultado principal do primeiro estudo genético feito sobre a doença infecciosa, que afeta o sistema vascular e o coração. De acordo com os autores, as conclusões podem ajudar a melhorar o diagnóstico e os tratamentos, além de proporcionar mais informação sobre os problemas cardiovasculares. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade Ocidental da Austrália, do Instituto do Genoma de Cingapura, do Hospital Infantil Emma, dos Países Baixos, e do Imperial College de Londres, com a coordenação da Universidade da Califórnia, em San Diego. Jett Travolta, de 16 anos, morreu na sexta-feira passada nas Bahamas e, embora os resultados da autópsia não tenham ainda sido divulgados, acredita-se que ele foi vítimas de um ataque causado pelo mal de Kawasaki. O grupo estudou as variações genéticas em quase 900 casos do mal registrados em Austrália, Reino Unido, Cingapura e Países Baixos e mostras de DNA recolhidas pela Universidade da Califórnia. "A doença tende a ocorrer nas famílias, o que sugere que existem componentes genéticos de risco", assinalou Jane Burns, professora da divisão de alergias, imunologia e reumatologia do departamento de pediatria da Universidade da Califórnia. Burns afirmou que há muito tempo são feitos esforços de caráter biológico, até agora infrutíferos, para compreender o desenvolvimento da doença. Os cientistas disseram, em seu estudo, que é possível que haja outras variantes genéticas do mal, especialmente em grupos étnicos diferentes. Para isso, projetam aumentar o alcance de seus estudos para incluir povoados asiáticos, especialmente no Japão onde se calcula que uma em cada 150 crianças sofre da doença.

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