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Cientistas identificam os mais antigos instrumentos musicais já encontrados

Flautas feitas de marfim e ossos de aves achadas na Alemanha teriam mais de 40 mil anos de idade

BBC

25 de maio de 2012 | 15h11

Pesquisadores identificaram objetos que acreditam ser os mais antigos instrumentos musicais já descobertos pelo homem. As flautas, feitas de ossos de aves e marfim, foram encontradas em uma caverna no sul da Alemanha que contêm evidências de ocupação do homo sapiens.

 

Os cientistas usaram o processo de identificação de carbono para determinar a idade das flautas, que teriam entre 42 mil e 43 mil anos. As descobertas foram publicadas no Journal of Human Evolution.

 

A equipe liderada pelo professor Tom Higham, da Universidade de Oxford, comparou as flautas com ossos de animais encontrados na mesma profundidade em que os instrumentos foram encontrados. Com isso, foi possível determinar há quanto anos os objetos permaneceram na caverna de Geissenkloesterle.

 

O professor Nick Conard, da Universidade de Tuebingen, que descobriu o até então mais antigo instrumento musical em 2009 - também flautas -, também participou das escavações. "Os resultados dão consistência à hipótese de que o rio Danúbio foi um corredor fundamental para o movimento de humanos e para o desenvolvimento tecnológico na Europa central há 50 mil anos atrás", disse.

 

De acordo com os pesquisadores, os humanos teriam entrado na caverna antes de uma queda muito acentuada na temperatura, ocorrida entre 39 mil e 40 mil anos atrás. Antes, os cientistas achavam que a migração teria ocorrido depois deste evento.

 

Ainda segundo Conard, a caverna de Geissenkloesterle "é uma das muitas da região onde foram encontradas exemplos importantes de ornamentos pessoais, arte figurativa, imagens mitológicas e instrumentos musicais".

 

Especialistas dizem que instrumentos musicais eram usados para atividades de recreação ou rituais religiosos. Cientistas, porém, também dizem que a música pode ser um indicativo do comportamento de ancestrais da nossa espécie, que ajudou o homo sapiens a superar o Neanderthal - que se extinguiu na Europa há 30 mil anos.

 

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