Luis Galdamez/Reuters
Luis Galdamez/Reuters

Cientistas israelenses anunciam avanço no tratamento contra a aids

Pesquisadores conseguiram destruir em laboratório células infectadas sem afetar as saudáveis

estadão.com.br

03 Setembro 2010 | 11h32

JERUSALÉM - Cientistas israelenses anunciaram que conseguiram destruir em laboratório células infectadas pelo vírus da aids sem afetar células saudáveis, informou nesta sexta-feira, 3, o jornal Haaretz.

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Segundo informações da agência de notícias AFP, os cientistas, da Universidade Hebraica de Jerusalém, disseram que se trata de um tratamento a base de peptídeos (polímeros de aminoácidos) que acarretam na autodestruição das células infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH).

 

Até agora, as terapias antiaids tinham como objetivo matar o vírus presente nas células, com os risco de um retorno da infecção se o tratamento for interrompido ou se o vírus se torna imune.

 

O cientista Abraham Loyter explicou ao Haaretz que no final de duas semanas, as células tratadas não haviam reaparecido, "pelo qual podemos chegar à conclusão de que foram destruídas".

 

Em um artigo publicado em 19 de agosto na revista científica britânica Aids Research and Therapy, a equipe israelense, composta por Avivad Levin, Zvi Hayouka, Assf Friedler e Abraham Loyter, estima que suas investigações podem "desembocar eventualmente em uma nova terapia geral" conta a aids.

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