Cientistas reproduzem células importantes no tratamento de Alzheimer

SÃO PAULO - Pesquisadores dos Estados unidos conseguiram induzir células-tronco a se tornarem um tipo de célula cerebral que morre cedo em pessoas com Alzheimer.

Estadão.com.br,

04 Março 2011 | 16h20

A nova tecnologia será usada para conseguir células que serão usadas para testar novos remédios e até transplantes de restauração da memória, de acordo com a equipe responsável pelo estudo. A nova técnica irá permitir que os pesquisadores estudem um aspecto chave da doença em células humanas.

"Estas são células de importância crucial para as funções da memória", disse dr. Jack Kessler da UniversidadeFeinberg School of Medicine, de Chicago.

Os pesquisadores usaram células-tronco embrionárias para criar os neurônios, que é uma das células comprometidas no estágio inicial do Alzheimer. A escolha foi feita porque as células-tronco embrionárias, tiradas de embriões humanos de apenas poucos dias, são especialmente flexíveis.

A técnica para converter as células-tronco em neurônios foi desenvolvido por Christopher Bissonnette, um ex-doutorando do laboratório de Kessler, que encontrou um fonte de inspiração em seu avô, que morreu vítima da doença.

O experimento de Kessler e Bissonnette em ratos obteve resultados animadores. As recém crescidas células nervosas funcionaram normalmente, produzindo fibras nervosas chamadas axônio e acetilcolina, usada para recuperar as memórias de outras partes do cérebro.

Mas a técnica está longe de ficar pronta para aplicação imediata, mas Kessler acredita que eventualmente será possível substituir células da memória que podem ser transplantados em pessoas com Alzheimer.

"Este é exatamente o tipo de pesquisa que é fundamental e necessária", disse William Thies, da Associação de Alzheimer. "Saber mais sobre as causas e prevenir a morte de células cerebrais será, sem dúvida, importante para o desenvolvimento de futuros tratamentos da doença".

Atualmente não há remédios que impeçam o progresso do Alzheimer, doença que afeta 26 milhões de pessoas em todo mundo.

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