Cientistas 'revertem dano' de esclerose múltipla em laboratório

Pesquisa americana foi feita com ratos; resultados podem levar a novos tratamentos para seres humanos

BBC Brasil, BBC

10 de outubro de 2007 | 11h10

Pesquisadores americanos conseguiram reverter os danos neurológicos causados pela esclerose múltipla em ratos de laboratório e esperam que a descoberta possa levar a novos tratamentos para a doença. Mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica que destrói uma camada chamada mielina, que isola as fibras do sistema nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda de equilíbrio e paralisia. O estudo da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos, usou um anticorpo humano para reconstituir a mielina em ratos com a forma progressiva da doença. Atualmente, os sintomas da esclerose múltipla podem ser controlados até certo ponto, mas não há possibilidade de se restaurar a mielina danificada. Os testes em humanos devem começar em breve, depois que a técnica for aperfeiçoada em animais. Normalmente, a mielina se reconstitui no corpo espontaneamente, mas a esclerose múltipla parece sabotar esse mecanismo. Por isso, a nova pesquisa pode revolucionar o tratamento da doença. Os primeiros testes mostraram que o uso do anticorpo funcionou mesmo quando combinado ao tratamento com esteróides, comum entre pacientes com esclerose múltipla. "O conceito de usar anticorpos humanos para tratar doenças deste tipo ainda não foi testado em humanos, mas estas descobertas são muito promissoras", disse um dos pesquisadores Moses Rodriguez. Apesar de a pesquisa ainda estar nos estágios iniciais, outro integrante da equipe, Arthur Warrington, disse que "as descobertas podem eventualmente levar a novos tratamentos que podem limitar as deficiências permanentes" causadas pela esclerose múltipla.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tudo o que sabemos sobre:
esclerosesolgenesgenetica

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.