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Cientistas sequenciam genoma do bonobo

Trata-se do sequenciamento do último grande símio que restava analisar

Efe,

13 de junho de 2012 | 17h11

 Um grupo de cientistas de várias nacionalidades completou o sequenciamento do genoma do bonobo, o "parente" vivo mais próximo ao homem, junto com o chimpanzé, embora seja mais pacífico, brincalhão e promíscuo sexualmente.

Trata-se do sequenciamento do último grande símio que restava analisar, já que o chimpanzé foi sequenciado em 2005, o orangotango, em 2011 e o gorila em 2012.

Com o processo, foram obtidas informações detalhadas da base genética das relações evolutivas dessas espécies e seu grau de semelhança com o homem, explicou à Agência Efe o chefe do grupo de Genômica de Primatas do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC), Tomàs Marquès-Bonet.

O estudo, que amanhã será publicado na revista "Nature", tem como objetivo buscar as bases genéticas que ajudem a explicar as diferenças de comportamento entre bonobos e chimpanzés.

Ao todo, participaram do projeto 20 laboratórios de oito países coordenados por Kay Pruefer e Svante Paabo, do instituto Max Planck de Leipzig (Alemanha).

Para a pesquisa foi sequenciado o genoma de Ulundi, uma fêmea bonobo do zoológico de Leipzig. A comparação de seu genoma com o mapa genético de chimpanzés e de humanos reflete que ambas as espécies diferem do homem aproximadamente em 1,3% de seu genoma, enquanto bonobos e chimpanzés estão mais estreitamente relacionados, em 99,6%.

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