Cientistas traçam primeiro mapa de resistência humana ao HIV

Trabalho mostra como age a defesa natural do corpo contra a doença e poderá levar a tratamentos personalizados

EFE

29 de outubro de 2013 | 21h38

Pesquisadores suíços elaboraram o primeiro mapa de resistência humana ao vírus da aids, um trabalho que indica a defesa natural do corpo contra a doença. O avanço, cujos resultados foram publicados hoje, dia 29, na revista científica E.Life, poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados.

Cientistas da Escola Politécnica de Lausanne (EPFL, na sigla em francês) e do Hospital Universitário do Cantão de Vaud, ambos na Suíça, conduziram a pesquisa. Por meio de um estudo com cepas do vírus HIV em um hospedeiro humano, os pesquisadores puderam identificar mutações genéticas específicas, um sinal que reflete os ataques produzidos pelo sistema imunológico.

Com esse sistema, os pesquisadores podem reconhecer as variações genéticas que ocorrem em algumas pessoas mais resistentes ao vírus e em outras mais vulneráveis, além de usar essa informação para criar tratamentos individualizados.

"Tínhamos de estudar as cepas virais de pacientes que ainda não tivessem recebido nenhum tratamento, o que não é comum", explicou o pesquisador da EPFL, Jacques Fellay, por meio de um comunicado. Por esse motivo, os cientistas basearam o estudo em bancos de amostras criados nos anos 1980, quando ainda não havia tratamentos eficazes contra o vírus.

Fellay detalhou que o corpo humano desenvolve sempre estratégias de defesa contra o HIV, mas "o genoma do vírus muda rapidamente, na razão de milhões de mutações por dia", o que dificulta a tarefa de combatê-lo.

Segundo os autores do estudo, esse trabalho permitiu obter uma visão mais completa dos genes humanos e a resistência imunológica ao HIV, o que pode levar a novos tratamentos inspirados nas defesas genéticas naturais do corpo humano.

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