Cinco crianças morrem em UTI de hospital em Manaus

Cinco crianças morreram entre a noite de segunda-feira e a madrugada de ontem nas unidades de terapia intensiva (UTIs) do Pronto-Socorro Infantil Zona Sul, o maior de Manaus. Quatro delas morreram horas depois de uma suposta pane no sistema de oxigênio das UTIs infantis. O local atende cerca de 250 crianças por dia. A pane teria sido relatada por parentes dos pacientes e por um funcionário ao conselheiro tutelar da zona sul de Manaus, Vanderlan Pinheiro. Ele informou que hoje deve entrar com representações no Juizado de Menores e no Ministério Público Estadual (MPE) para que sejam apuradas as causas das mortes. "O funcionário contou que foi um corre-corre de médicos e enfermeiros por causa da pane." A diretora do hospital, Luzimeire Vilhena, afirmou que, ontem, por volta das 2 horas, foi acionado um alarme automático detectando "queda" no sistema de oxigênio das duas UTIs, a Sorriso e a Vitória. "Isso durou segundos. Nada foi afetado no atendimento às crianças da UTI. As mortes foram uma coincidência infeliz, já que elas não eram as únicas internadas ali", afirmou. Segundo Luzimeire, a empresa que mantém o sistema dos gases, a White Martins, fez um relatório extra-oficial, ressaltando que o problema não teria prejudicado o fornecimento do oxigênio. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, as crianças tinham entre 5 meses e 5 anos. Entre outras coisas, tinham pneumonia, leucemia, septicemia e apendicite. Três tiveram falência múltipla de órgãos. O avô de um dos garotos, de 5 anos, estava revoltado com a falta de informações "aceitáveis" sobre a causa de morte do neto. "Ele foi internado no sábado, com febre. Não tinha pneumonia, como estão dizendo."

Agencia Estado,

09 de agosto de 2006 | 10h55

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