Circulação do sangue pode ajudar pensamento, diz estudo

'Fluxo de sangue no cérebro pode afetar forma como nermos transmitem sinais'.

BBC Brasil, BBC

22 de outubro de 2007 | 07h40

O sangue pode ajudar as pessoas a pensar, além de exercer o conhecido papel de transportar nutrientes e oxigênio para as células do cérebro, sugere estudo de cientistas americanos.Segundo pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), a passagem do sangue pelo cérebro pode afetar a forma como os nervos transmitem sinais a outras partes do corpo, e pode regular a forma como a informação passa pelo cérebro.Se a teoria for confirmada, esse conhecimento pode ser útil para tratamentos de doenças que afetam o cérebro, como mal de Alzheimer, esquizofrenia e epilepsia, que poderiam ser causadas por mudanças na rede de vasos sangüíneos que alimentam o cérebro."Muitas doenças neurológicas e psiquiátricas têm associação com alterações na vascularidade", disse Christopher Moore, do Instituto McGovern para Pesquisa do Cérebro do MIT."A maioria das pessoas acredita que os sintomas dessas doenças são uma conseqüência secundária de danos aos neurônios. Mas nós propomos que eles podem também ser um fator causal do processo da doença, e este conceito sugere tratamentos completamente novos", afirmou.Na epilepsia, por exemplo, as pessoas costumam ter vasos sangüíneos anormais na região do cérebro onde o transtorno ocorre, e a hipótese sugere que este fluxo anormal pode induzir ao estabelecimento da epilepsia. Com isso, medicamentos que afetam a circulação do sangue podem ser uma alternativa aos tratamentos atuais.Outros estudos mostram que mudanças no fluxo de sangue no cérebro afetam a atividade dos neurônios mais próximos, alterando como eles transmitem sinais uns aos outros. A teoria é sustentada por exames de ressonância magnética da parte do cérebro que representam as várias partes do corpo como dedos, braços e pernas.Quando o fluxo de sangue passa pela área que representa a ponta do dedo, as pessoas parecem sentir um leve toque na ponta do dedo.Para Moore, essas teorias oferecem uma forma totalmente diferente de observar o cérebro. "Ninguém nunca inclui o fluxo de sangue em modelos do processamento de informações no cérebro", disse o pesquisador do MIT.Uma exceção é o filósofo grego Aristóteles, que acreditava que o sistema circulatório era responsável por pensamentos e emoções.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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