Circuncisão reduz risco de aids em heterossexuais, diz pesquisa

'Operação pode ser usada como medida adicional nos programas de prevenção', diz pesquisador

Efe,

15 Abril 2009 | 03h03

A circuncisão reduz o risco de contrair o vírus da imunodeficiência humana (HIV) em heterossexuais, reafirmam novos estudos realizados na África. A revista Cochrane, que toma como base três novos estudos, decidiu alterar a conclusão anterior na qual achava "insuficientes" as evidências para recomendar a circuncisão como forma de prevenção.

 

"A pesquisa sobre a eficácia da circuncisão masculina na prevenção do HIV em homens heterossexuais é conclusiva", e não são necessários novos estudos para estabelecer que as taxas de infecção "caem nos homens heterossexuais, ao menos durante os dois primeiros anos depois da circuncisão".

 

A afirmação é do co-diretor do South African Cochrane Center, Nandi Siegfried, que considerou que os encarregados de políticas sobre saúde "podem considerar aplicar a circuncisão como uma medida adicional dentro os programas de prevenção do HIV".

 

A circuncisão "pode proteger contra o HIV", ao eliminar do prepúcio as chamadas células de Langerhans, pelas quais o vírus se sente "especificamente atraído".

 

Os novos testes foram realizados na África do Sul, Uganda e Quênia entre 2002 e 2006, com a participação de 11.054 homens.

 

Os exames mostraram que a circuncisão em homens heterossexuais diminuía "de maneira significativa", em até 54%, o risco de contrair o vírus causador da aids em um período de dois anos e em comparação com aqueles que não tinham se submetido à operação.

 

Os pesquisadores consideraram que são necessários novos estudos para estabelecer se a circuncisão masculina oferece também algum benefício às parceiras.

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