Circunferência abdominal grande aumenta riscos

Um novo estudo de larga escala sobre obesidade, que substituiu a balança pela fita métrica, confirmou que uma circunferência abdominal avantajada aumenta os fatores de risco que predispõem às doenças cardiovasculares, independentemente de origem, idade e massa corporal. Conduzido por clínicos gerais de 63 países durante o segundo semestre do ano passado, o Dia de Avaliação da Obesidade Abdominal envolveu 170 mil pacientes - 3.500 dos quais no Brasil. "O estudo confirmou a importância de se medir a circunferência abdominal junto com a tomada das medidas atuais - índice de massa corporal (IMC), pressão sanguínea, taxa de glicose no sangue e níveis de colesterol - para identificar pacientes em risco cardiometabólico elevado", disse o professor Steve Haffner, da Universidade do Texas, membro do comitê executivo da pesquisa. O estudo mediu não apenas a presença de obesidade abdominal, mas determinou também que tanto em homens como em mulheres a circunferência da cintura e o IMC estão independentemente associados à presença de doenças cardiovasculares. De acordo com critério adotado pela Federação Internacional de Diabete, na América Latina uma pessoa deve ser tratada como obesa quando a medida da cintura, dividida pela medida do quadril, resulta em um índice maior que 0,90 para homens e 0,80 para mulheres. A medida da cintura deve ser tomada na altura do umbigo. Embora não haja ainda consenso entre os médicos de que a circunferência abdominal seja a melhor medida - menos de 10% a utilizam nos EUA - pessoas obesas, por esse critério, e que exibam também outro fator de risco, como uma taxa elevada de colesterol, têm uma forte presença de gordura intravisceral, que é a mais prejudicial à saúde, e sofrem da síndrome cardiometabólica. A pesquisa revelou que, enquanto a cada intervalo de 16 anos triplica a probabilidade de um adulto desenvolver doença cardiovascular, um aumento da circunferência abdominal de 14 centímetros nos homens e de 14,9 centímetros nas mulheres eleva a probabilidade de um evento cardiovascular de 21% para 40%. As doenças cardiovasculares - derrame e enfarte - são as principais causas de morte entre os brasileiros.

Agencia Estado,

21 de março de 2006 | 10h28

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