Cirurgia de estômago cresce 233% no Brasil

Indicada para pacientes com índices altos de obesidade, as cirurgias para redução de estômago cresceram 233% nos últimos dois anos no País - um aumento que foi vertiginoso na rede privada e bem mais lento no Sistema Público de Saúde (SUS), segundos dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB). Nesse período, a prática estendeu seu alcance e começou a ser cada vez mais feita em adolescentes e idosos nas clínicas particulares. No entanto, uma portaria do Ministério da Saúde deverá facilitar o procedimento para os cerca de 8 mil brasileiros que esperam há anos pela cirurgia gratuita em 52 centros cadastrados. "Há uma demanda reprimida. Temos cerca de 1,5 milhão de obesos mórbidos. Queremos ampliar as técnicas, dobrar as cirurgias e aumentar o valor pago por elas", diz Amâncio Paulino de Carvalho, diretor do Departamento de Atenção Especializada do ministério. A nova portaria deve também reduzir a idade mínima para 16 anos ou mesmo 14, em alguns casos. Uma portaria semelhante, editada em julho do ano passado, foi suspensa por falta de verba. Dessa vez, os R$ 30 milhões necessários para dobrar as 2.266 cirurgias feitas em 2005 pelo SUS, como espera o diretor, estão previstos no Orçamento da União, que está no Congresso. "Se tudo correr como esperamos, em março editaremos a portaria." Com ela, o SUS cobrirá as três técnicas mais usadas hoje: "restritiva", "restritiva e desabsortiva" e "desabsortiva" (ver quadro). Poderão se candidatar pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40 (para se chegar ao índice, deve-se dividir o peso, em quilos, pela altura, em metros, ao quadrado). Quem tiver IMC entre 35 e 40, e sofrer de doenças como diabetes e hipertensão, que são agravadas pela obesidade, também poderá entrar na fila.

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