Cirurgia permitirá regenerar seio de vítima de câncer de mama

Técnica, desenvolvida por cientistas australianos, utiliza molde sintético e geração de gordura internamente

Efe,

12 de novembro de 2009 | 10h08

Cientistas australianos anunciaram nesta quinta-feira, 12, a criação de uma técnica cirúrgica, ainda em fase experimental, que permitirá às mulheres que tiveram extirpado uma mama regenerar o peito sem necessidade de reconstrução ou implantes.

 

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Phillip Marzella, médico do Instituto de Microcirugia Bernard O'Brien da cidade de Melbourne, explicou através da rádio "ABC" que após o êxito dos testes pré-clínicos com porcos, que regeneraram a mama em seis semanas, o próximo passo será realizar os experimentos em humanos.

 

Dentro de seis meses, pelo menos seis pacientes receberão o molde sintético com a forma do peito que estará conectado a um copo sanguíneo com células que permitem a geração controlada de gordura internamente. Segundo Marzella, o peito cresceria entre seis e oito meses, e depois, naturalmente, o molde se dissolveria, evitando uma segunda intervenção cirúrgica para extraí-lo.

 

Nos próximos dois anos, os cientistas esperam desenvolver o protótipo e conseguir que o molde seja biodegradável. Por enquanto, os especialistas não sabem quanto tempo seria necessário para o corpo gerar a gordura suficiente para preencher o peito, resposta que os cientistas esperam ter em no máximo quatro meses. Se ficar demonstrado que funciona, o projeto será ampliado para criar outros órgãos utilizando o mesmo princípio.

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