AP Photo/Luca Brun
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CNBB pede corrente de oração contra avanço do coronavírus

O “terço da esperança e solidariedade" será transmitido em todas as televisões de inspiração católica e rádios, além das páginas da Conferência em redes sociais

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 11h43

SOROCABA — A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão máximo da Igreja Católica no país, está convocando os fiéis para se unirem em corrente de oração com o Papa Francisco, nesta quarta-feira, 18, às 15h30, contra o avanço do coronavírus. O presidente da CNBB, d. Walmor de Azevedo, vai puxar a reza do “terço da esperança e solidariedade”, que será transmitido em todas as televisões de inspiração católica e rádios, além das páginas da Conferência em redes sociais.

As orações foram convocadas pelo papa Francisco. “Conscientes de que as restrições ao convívio não durarão para sempre, aprendamos a valorizar a fraternidade, tornando-nos ainda mais desejosos de, passada a pandemia, podermos estar juntos, celebrando a vida, a saúde, a concórdia e a paz”, diz nota da CNBB.

No mundo

O Convento de Wessen, na Suíça, também trocou as missas 'ao vivo' pela transmissão virtual, informou o Vatican News. Fundado, em 1256, o convento é o mais antigo mosteiro dominicano de religiosas na Suíça.

Segundo o Vatican News, a irmã Dominique Leuenberger, superiora do Convento das religiosas de clausura de Weesen, preparou tudo no dia anterior para o primeiro evento em streaming na história da comunidade local. Uma moldura de madeira coberta com um lençol fez o papel de telão. É nele que a missa de Colônia é projetada todas as manhãs. “Sabíamos que chegaríamos a isso”, disse a religiosa ao jornal, sem esconder a emoção: “Chorei várias vezes, sobretudo depois de receber as indicações do nosso bispo.”

A irmã contou ao informativo que, há três semanas, foram intensificadas as orações pelas pessoas afetadas pelo vírus, os médicos, enfermeiros e 'todos aqueles que estão lutando entre a vida e a morte'.

A comunidade já tinha tomado medidas preventivas, tanto que havia renunciado às celebrações eucarísticas no mosteiro para não colocar em risco os sacerdotes que vão celebrar ali.

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