REUTERS/Issei Kato
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Colega da Fiocruz destaca inovação de estudo premiado

Carlos Morel trabalhou com Satoshi Omura, um dos vencedores do Prêmio Nobel de Medicina de 2015

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 22h01

Carlos Morel, pesquisador da Fiocruz e coordenador do Instituto Nacional de Inovação em Doenças Negligenciadas, trabalhou com Satoshi Omura, um dos vencedores do Prêmio Nobel de Medicina de 2015.

“Ainda hoje a Fiocruz e o Instituto Kitasato, que ele dirige, têm parcerias. Há anos nos perguntávamos ‘será que ainda não vai ser dessa vez (que será premiado)’? O professor Omura é uma excelente figura humana. Prova disso é o acordo que ele fez com a Merck para distribuição do medicamento. Isso permitirá que a empresa farmacêutica lucre com a venda para uso veterinário, mas a obriga a oferecer o medicamento de graça para humanos.”

Qual o valor da premiação? 

Afastou-se da rotina do Prêmio Nobel, que é de agraciar pesquisas básicas com impactos de longo prazo. Desta vez, além de um avanço científico, o prêmio valorizou o impacto fantástico que essas descobertas tiveram na saúde pública. Elas permitiram desenvolver compostos eficazes contra doenças que atingem milhões de pessoas. Podemos dizer que se valorizou a inovação.

É possível afirmar que essas inovações beneficiaram quem mais precisava? 

Sim, essas doenças atingem algumas das partes mais pobres do mundo. Outro ponto positivo deste Nobel foi ter chamado a atenção para as doenças negligenciadas. 

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