Colégio suspende aulas no RS para evitar gripe H1N1

A direção da escola pediu que as famílias mantenham seus filhos em casa e comuniquem qualquer alteração

Elder Ogliari, da Agência Estado,

22 Junho 2009 | 19h11

O Colégio Farroupilha suspendeu todas as suas atividades por uma semana, como medida preventiva contra a gripe A H1N1. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 22, um dia depois de a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul confirmar que um aluno da instituição foi infectado pelo vírus. Ele chegou da Alemanha na semana passada e já conviveu com os colegas, especialmente os da oitava série do ensino fundamental.

 

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A direção da escola pediu que as famílias mantenham suas crianças e adolescentes em casa e comuniquem qualquer alteração da saúde deles que possa estar relacionada com a doença. Além das aulas, os 2.150 alunos estudantes do Colégio Farroupilha ficarão sem a festa junina e as competições esportivas marcadas para esta semana. As atividades deverão ser retomadas na próxima segunda-feira. Conhecida como uma das mais tradicionais de Porto Alegre, a instituição é mantida pela Associação Beneficente e Educacional de 1858.

 

Embora os sete casos da gripe A H1N1 registrados até agora no Rio Grande do Sul tenham ocorrido com pessoas que viajaram para o exterior, o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, admitiu que há risco real de uma epidemia da doença no Estado. A vulnerabilidade decorre sobretudo de dois motivos. Um é a proximidade da Argentina, onde a doença vem se alastrando. O outro é a queda da temperatura no inverno, que força a população a conviver em ambientes fechados, nos quais a propagação do vírus fica facilitada.

 

Preocupada com a situação, a secretaria reforçou o alerta sanitário para todos os mais de 2 mil postos de saúde e hospitais da Estado notificarem qualquer caso suspeito. Terra também informou que, com apoio do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul está montando um observatório de saúde em parceria com a Argentina para promover o intercâmbio de pessoal e agilizar a troca de informações com autoridades sanitárias daquele país. O Estado tem nove hospitais de referência para o encaminhamento de casos suspeitos.

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