REUTERS / Ueslei Marcelino
REUTERS / Ueslei Marcelino

Colômbia confirma dois casos de microcefalia ligados ao zika

Governo calcula que 500 bebês podem nascer com a má-formação e número similar de pessoas pode ter síndrome de Guillain-Barré

O Estado de S. Paulo

14 Abril 2016 | 17h01

O vice-ministro de Saúde da Colômbia, Fernando Ruiz, anunciou nesta quinta-feira, 14, que foram confirmados os dois primeiros casos de microcefalia em recém-nascidos associados com o vírus da zika no país.

Os bebês infectados nasceram nos Estados de Cundinamarca e Norte de Santander entre 1º de janeiro e 27 de março deste ano, anunciou Ruiz em entrevista coletiva. De acordo com ele, nesse período nasceram na Colômbia 33 bebês com microcefalia, sendo que, além dos dois casos em que foi comprovada a relação com a zika, 15 estão em análise e em 16 foi descartado um elo com a doença.

Ruiz explicou que "provavelmente em fevereiro aconteceu o ponto de virada" para casos de microcefalia associados ao vírus, que segundo suas estimativas podem se expandir até setembro.

"Embora tenhamos dois casos diagnosticados, ainda mantemos uma projeção alta do número de casos, e isso pode se estender até o mês de setembro, quando se completariam nove meses desde o momento em que começou a epidemia até o momento em que terminariam as gestações que ocorreram em todo este período", explicou.

Na Colômbia há atualmente 10.261 gestantes "suspeitas de terem zika", além das 1.465 cujos casos foram confirmados em laboratório, acrescentou o vice-ministro.

O governo colombiano calcula que 500 bebês podem nascer com microcefalia no país por causa da zika e um número similar de pessoas pode sofrer a síndrome de Guillain-Barré. /EFE

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