Com 54 mil casos, dengue avança 62% no Estado de São Paulo

Segundo balanço da Secretaria da Saúde, oito municípios paulistas reúnem 70% dos registros

Fabiana Cambricoli e Mônica Reolom, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2014 | 15h44

O número de casos de dengue no Estado de São Paulo aumentou 61,92% em um mês, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira, 9, pela Secretaria Estadual da Saúde. De janeiro até o dia 7 de maio, foram 54.423 registros. Até o início de março, haviam sido 33.609 casos.

Em relação ao mesmo período do ano passado, quando São Paulo e o País bateram o recorde histórico de casos, houve queda de 68%. Nos três primeiros meses de 2013, foram 169.956 casos.

Segundo a secretaria, oito municípios paulistas reúnem 70% dos registros, ou 37.854 casos: Americana, Campinas, São Paulo, Jaú, Taubaté, Votuporanga, Santa Bárbara d’Oeste e Osasco.

Mortes. A cidade em que a situação da doença é mais crítica é Campinas, com 18.484 registros – mais do que o triplo dos 5.550 casos de Americana. Esta é a maior epidemia vivida na história da cidade.

Com as unidades de saúde sobrecarregadas, a Secretaria Municipal de Saúde colocou nesta semana profissionais que estavam em função administrativa para atender a população e convocou técnicos de enfermagem e enfermeiros para reforçar os atendimentos.

Apesar do alto índice de doentes em Campinas, apenas uma morte foi confirmada até agora. Jaú tem o maior número de mortes: são sete desde o início do ano. O corpo de médicos e enfermeiros da Santa Casa de Jahu está desfalcado: 85 funcionários ficaram doentes.

Já na capital paulista, quatro pessoas morreram por complicações da dengue desde o início do ano, de acordo com balanço divulgado anteontem pela Secretaria Municipal da Saúde. Os quatro óbitos – incluindo uma criança de 6 anos, em 2 de abril – já representam o dobro do número de mortes por dengue registradas na cidade em todo o ano passado.

Os bairros mais afetados são Jaguaré e Tremembé, que têm incidência de dengue acima do normal. Conforme o balanço da Prefeitura, o Jaguaré já soma 733 casos desde janeiro. A incidência da doença no bairro chega a 1.470 casos por 100 mil habitantes. Acima de 300, a ocorrência já é considerada alta. No Tremembé, já foram 323 pessoas infectadas, com incidência de 163,7 casos por 100 mil habitantes, valor considerado médio.

A Secretaria Estadual de Saúde não divulga em seu balanço mensal os casos graves nem o número de mortes decorrentes da doença.

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