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Com 578 pacientes à espera de leito, Paraná decreta lockdown e toque de recolher

Taxa de ocupação de UTIs é de 94%; ao menos doze Estados elevaram restrições nos últimos dias

Julio Cesar Lima, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2021 | 22h05

CURITIBA - Com o sistema de saúde no limite, o governo do Paraná decidiu fechar os serviços não essenciais a partir deste sábado, 27, até o dia 8 de março. O governo também vai adotar toque de recolher entre 20 horas e 5 horas, na tentativa de frear a covid-19. A taxa de ocupação das UTIs é de 94% e, de 74% nos leitos de enfermaria segundo a Secretaria Estadual, a fila de espera por vagas em hospitais estava em 578 nesta sexta-feira, 26. 

O governador Ratinho Júnior (PSD) considerou as medidas como “um freio de arrumação, diante do pior momento da pandemia”.Ao menos doze Estados eleveram as restrições na última semana com o agravamento da pandemia. Nesta quinta-feira, 25, o Brasil registrou 1.582 mortes pela covid em um dia, recorde desde o início da crise sanitária. 

Segundo o infectologista João Telles, do Hospital Universitário Cajuru e professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR, o endurecimento é necessário. “Medidas rígidas como o lockdown poderiam não ocorrer caso não houvessem festas clandestinas e confraternizações, com indivíduos que não fazem parte do seu pequeno grupo de convívio constante no dia-a-dia”, analisou.

Já o empresário Luiz Gustavo Rodrigues tem um bar com música ao vivo e defende a manutenção da economia. “Sou comerciante há cinco anos no ramo de gastronomia noturna a queda no movimento caiu em média 80% a 90% nas vendas. Espero que em breve a vacina chegue a todos. Só dessa forma poderemos acertar as contas passadas e pensar em um futuro”, diz.

O Estado deve receber, até março, 1,7 milhão de doses de vacina e desde o início da campanha de vacinação, o Estado já recebeu 641 mil unidades. O Paraná também deverá disponibilizar mais 258 leitos até segunda-feira, 1º. Na sexta, foram registradas mais 74 mortes e 4.550 casos novos de Covid-19.

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