FELIPE RAU / ESTADÃO
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Com 723 casos e 237 mortes, surto de febre amarela no País já é pior do que o anterior

Registros da doença de julho de 2017 a fevereiro de 2018 cresceram 25% em relação ao mesmo período de 2016/2017

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

01 Março 2018 | 18h37

SÃO PAULO - Com 723 casos e 237 mortes por febre amarela confirmadas, o País já vive um surto pior do que o anterior. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 1º, o número de registros entre 1º de julho de 2017 e 28 de fevereiro deste ano já supera em 25% o do mesmo período de 2016/2017, quando foram confirmados 576 casos e 184 óbitos.

De acordo com o ministério, a alta se explica pelo fato de o surto atingir, neste ano, regiões metropolitanas com maior contingente populacional e algumas áreas que não tinham recomendação de vacina. Hoje, o vírus circula por locais que reúnem cerca de 32,3 milhões de pessoas. Já entre 2016 e 2017, a doença se espalhou por regiões com 8 milhões de habitantes.

O fenômeno explicaria o fato de, embora o número de casos ter crescido, a incidência da doença ser menor do que a do surto anterior. A taxa no período de monitoramento 2017/2018 é de 2,2 casos por 100 mil habitantes. Já na sazonalidade passada, 2016/2017, o mesmo índice foi de 7,1 por 100 mil.

Minas Gerais segue sendo o Estado mais afetado pela doença, com 314 casos e 103 mortes. São Paulo aparece em segundo lugar na lista dos mais afetados, com 307 infecções confirmadas e 95 óbitos. Registraram casos também Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal.

Diante do avanço da doença, o ministério alertou para a campanha de vacinação em curso em São Paulo, Rio e Bahia, onde apenas 23,2% do público-alvo se imunizou, o equivalente a 5,5 milhões de pessoas. A meta é vacinar mais de 20 milhões.

 

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