Tiago Queiroz/ Estadão
Tiago Queiroz/ Estadão

Com alta de 20% de novos pacientes, Hospital Albert Einstein bate recorde de internações

Dezenove hospitais estaduais estão lotados; ocupação de UTIs no Estado é de 83% e Doria avalia aumentar restrições

João Prata, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2021 | 19h34

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, bateu recorde de novas internações nesta quarta-feira, 10, com 205 pacientes. O aumento é de 20% em relação à semana anterior e a previsão é de que alta continue nas próximas semanas. O pico fez com que a unidade de referência da capital paulista atingisse 104% na taxa de ocupação geral (todas as enfermidades) pela 2ª vez neste ano. Na rede estadual, 19 hospitais não têm vagas e seis reportam lotação superior a 95%. A ocupação de UTIs no Estado é de 83%. 

Diante do avanço do vírus, o governo João Doria (PSDB) já estuda aumentar as restrições no Estado. Só estão liberados hoje serviços essenciais, como supermercados, farmácias, postos de gasolina e escolas. Templos religiosos e partidas de futebol também têm permissão de funcionamento. Pelo menos 26 pacientes morreram na fila da UTI em oito cidades da Grande São Paulo e do interior, segundo levantamento feito pelo Estadão. 

Do total de internados no Einstein nesta quarta-feira, 87 pacientes foram direto para a terapia intensiva com diagnóstico da covid e outros dois também estão em uma unidade de terapia intensiva, mas sem ter a doença confirmada. Com 104% de ocupação, há uma fila de espera. O hospital deve abrir mais leitos ainda nesta semana e espera que os doentes que aguardam vaga sejam atendidos o mais rápido possível. Por isso, também trabalham com as consultas online. Casos mais leves têm recebido alta e são monitorados de casa. 

Outros hospitais da rede privada também registram aumento de internados. O Sírio Libanês. pelo segundo dia consecutivo, teve mais de 200 pacientes internados em 24h. Na segunda, foram 201 e nesta terça chegou a 210, sendo que 61 estão na UTI. A taxa de ocupação geral do hospital é de 93%, com 519 leitos ocupados (todas as enfermidades).

O Hospital Oswaldo Cruz teve 172 pacientes internados nas últimas 24 horas e está com taxa de ocupação dos leitos geral em 97%. Para pacientes de UTI covid, chegou a 100%. No São Camilo, a ocupação dos leitos tem o porcentual de 97% na enfermaria e 94% na UTI. O hospital ainda deve abrir mais vagas para pacientes nesta semana.

Nos hospitais estaduais, os números são semelhantes ao da semana passada. No total, 19 hospitais atingiram 100% de ocupação e seis estão com mais de 95%¨. O que preocupa ainda mais nesta semana é que houve aumento na Central de Regulação de Ofertas e Serviços da Saúde (Cross), ligada à Secretaria da Saúde. O sistema é responsável por migrar pacientes de um hospital lotado para outros que ainda possui vaga. Nesta quarta, havia 1.930 pedidos de regulações - no início de dezembro, a média era de 150.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 83,6% na Grande São Paulo e 83% no Estado. O total de pacientes internados é de 20.876, sendo 11.692 em enfermaria e 9.184 em unidades de terapia intensiva, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde.

Na rede municipal em São Paulo, o Hospital José Soares Hungria, em Pirituba, na Zona Norte, é o único com taxa de ocupação de UTI em 100%. Outros cinco têm porcentual acima dos 90%: HM Guarapiranga (94%), HM Ignácio Proença de Gouveia (93%), HM Carmen Prudente (92%), HM Brasilândia (91%) e o HM Bela Vista (90%). 

A cidade dispõe de 26 hospitais municipais, sendo oito deles entregues durante a pandemia. Nesta rede, nesta quarta-feira, a taxa de ocupação ficou 84% para leitos de UTI covid e 78% para enfermaria.

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