Com alta de casos de covid, Rio decide abrir 214 leitos e suspender cirurgias em dezembro

Serão mantidos procedimentos de alta complexidade, como oncológicas e bariátricos; Estado tem mais de 22 mil mortes

Fábio Grellet, Rio de Janeiro

23 de novembro de 2020 | 19h20

O aumento do número de casos de covid-19 no Estado do Rio de Janeiro levou as autoridades de saúde pública a adotar duas medidas para ampliar o número de leitos disponíveis aos pacientes vítimas da doença: abrir novos leitos em sete unidades de saúde e, a partir de 7 de dezembro, suspender as cirurgias eletivas que não sejam de alta complexidade. As medidas foram anunciadas nesta segunda-feira (23), após reunião entre a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro e as secretarias estadual e municipal de Saúde do Rio.

Em nota conjunta, as três esferas de saúde pública anunciaram as providências tomadas “devido à verificação do aumento dos indicadores de saúde em relação à Covid-19”. A primeira é a “mobilização e abertura” de 214 leitos nas seguintes unidades: Hospital São Francisco na Providência de Deus (60), Hospital Universitário Pedro Ernesto (45), Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz (36), Hospital Estadual Anchieta (25), Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (25), Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (13) e Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião (10).

A segunda medida é a suspensão de cirurgias eletivas nos hospitais de urgência e emergência da rede Sistema Único de Saúde no Rio de Janeiro a partir do dia 7 de dezembro de 2020. Mas serão mantidas todas as cirurgias eletivas de alta complexidade, como oncológica, bariátrica, vasculares, ortopédicas e neurológicas, diz a nota. As decisões serão analisadas em encontros semanais entre os órgãos.

O Estado do Rio de Janeiro registra 22.028 mortes por covid-19 e 338.688 casos da doença desde o início da pandemia, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (23) pela secretaria estadual de Saúde.

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