Com apoio do Brasil, Moçambique instalará fábrica de medicamento

Moçambique aprovou aconstrução de uma fábrica de medicamentos avaliada em 23milhões de dólares e que será capaz de produzir remédios para otratamento da Aids, da malária e de outras doenças, disse nasexta-feira a vice-ministra da Saúde desse país africano. A ex-colônia portuguesa vê-se duramente atingida por umaepidemia de Aids e estima que 1,6 milhão de seus 20 milhões demoradores sejam portadores do vírus da doença, o HIV. A construção da fábrica foi sugerida pelo presidente LuizInácio Lula da Silva pela primeira vez em agosto de 2004,durante uma visita oficial a Moçambique. Lula afirmou quedeseja ver os remédios da fábrica serem disponibilizados paraoutros países africanos também. O Brasil argumenta que o uso de anti-retrovirais genéricosdiminuiu pela metade o número de pessoas mortas pela Aids emseu território. "Estamos em meio ao processo de organizar as operações paraa instalação de uma fábrica de remédios anti-retrovirais. Jáacertamos tudo", afirmou em uma entrevista concedida à ReutersAida Libombo, vice-ministra da Saúde. "Não há qualquer dúvida aesse respeito. Vamos, com certeza, construir essa fábrica." DOADORES INTERNACIONAIS Moçambique pretende levantar fundos para a fábrica por meiode doadores da comunidade internacional. Libombo disse nãohaver previsão sobre quando a instalação começará a funcionar enão se sabe ainda se alguma grande empresa farmacêuticaparticiparia da operação. O Brasil, um importante fabricante de remédios, monitoraráa qualidade dos medicamentos e vai transferir tecnologia paraos moçambicanos, que devem produzir uma variada gama deprodutos, incluindo os anti-retrovirais genéricos, afirmouLibombo. Moçambique, um dos países mais pobres do mundo, luta paraencontrar dinheiro a fim de reconstruir seu depauperado sistemade saúde, negligenciado ao longo dos 17 anos de uma guerracivil concluída em 1992. O governo moçambicano disse, no começo desta semana, que umnúmero insuficiente de pessoas havia se apresentado para obteros anti-retrovirais de que o país dispõe. Moçambique afirmou que pretende ampliar seus programas deeducação a respeito da Aids a fim de encorajar os doentes atomarem os remédios. Estima-se que cerca de 500 moradores dopaís contraiam o HIV a cada dia.

CHARLES MANGWIRO, REUTERS

13 de junho de 2008 | 13h38

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