GOVERNO DE SP - 28/07/2021
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São Paulo planeja retomar restrições a grandes eventos com aglomeração após avanço da Ômicron

Segundo o governador João Doria, cenário é discutido e novas informações serão anunciadas oficialmente na quarta-feira, 12; por enquanto, não há previsão de suspensão para comércio e indústria

João Ker, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2022 | 15h19
Atualizado 11 de janeiro de 2022 | 19h57

O governo de São Paulo pretende restringir novamente eventos com aglomerações em todo o Estado por causa da alta taxa de transmissibilidade da variante Ômicron do coronavírus. O Comitê Científico de Combate à Covid-19 vai se reunir na tarde desta terça-feira, 11, para discutir a medida. A ideia é anunciar novas informações nesta quarta-feira, 12, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. Segundo o Estadão apurou, a orientação será para instaurar um novo limite na ocupação máxima dos espaços. A recomendação valerá para festas, shows, casamentos, eventos corporativos e esportivos.

"Vamos ter, evidentemente, restrições que já foram apresentadas para eventos de aglomerações, que é diferente. Grandes aglomerações não são recomendáveis e o Comitê Científico já expressou essa deliberação. Amanhã (quarta) teremos novas informações, já que hoje (terça) à tarde o Comitê se reúne e nos passará as recomendações", disse o governador João Doria (PSDB) na manhã desta terça-feira durante agenda em Monte Aprazível, no interior do Estado. 

Apesar de indicar que os eventos terão novas regras e restrições, Doria também adiantou que essa nova fase da pandemia no Estado não deve impactar setores da indústria e do comércio, ao menos por ora. "Não há, neste momento, nenhuma indicação e necessidade de fechamento ou restrições ao comércio e setor de serviços, assim como ao setor produtivo do agronegócio e da indústria. Há, sim, cautela e recomendação expressa para que as pessoas usem máscaras o tempo todo", afirmou.

Segundo ele, as restrições a serem propostas e detalhadas oficialmente na quarta já foram apresentadas pelo Comitê, como medidas cautelares para impedirem ainda mais o avanço da variante Ômicron em São Paulo. Ainda na segunda-feira, 10, o Estado teve uma média móvel de 2,4 mil novos casos de covid, um aumento de 5.746% em relação a duas semanas atrás.

A avaliação de membros do Comitê Cintífico é de que houve um grande relaxamento da população com o avanço da terceira dose da vacina no Estado e a liberação indiscriminada dos eventos. Até a última segunda-feira, quase 25% dos habitantes de São Paulo já haviam recebido a aplicação de reforço. Com essa nova restrição na ocupação máxima dos espaços, similar àquelas implementadas anteriormente durante o Plano São Paulo, o governo espera que a população entenda a gravidade da variante Ômicron e a necessidade de cautela e proteção (principalmente o uso de máscaras) nas aglomerações.

Especialistas em saúde e vigilância sanitária apontam, desde o início da pandemia, que há maior risco de transmissão do coronavírus em locais fechados e sem ventilação. Eventos recentes como shows e festas têm sofrido críticas da comunidade científica e da população desde que os casos de covid voltaram a aumentar pelo País. Na capital paulista, algumas casas noturnas já se adiantaram à recomendação oficial e começaram a cancelar as agendas das próximas semanas.

Durante a manhã, Doria voltou a recomendar que a população use máscara "o tempo todo", o que classificou como a única forma de "estar protegido para esta quarta onda da Ômicron". "Esse momento vai exigir cuidado, atenção e acompanhamento diário. Esta nova cepa é a mais poderosa de transmissão da história", disse. 

O governador também descartou, ao menos por ora, que haja qualquer tipo de restrição para o funcionamento do comércio e da indústria no Estado

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