Prefeitura de Paulínia/ Divulgação
Prefeitura de Paulínia/ Divulgação

Com dois casos suspeitos, Paulínia cria ala hospitalar para pacientes com coronavírus

Na cidade de 82 mil habitantes, há preocupação com a doença, já que um dos casos suspeitos teria sido por transmissão direta

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2020 | 10h49

SOROCABA – Com dois casos suspeitos da doença, segundo o Ministério da Saúde, a prefeitura de Paulínia, no interior de São Paulo, destinou uma ala do Hospital Municipal para atendimento exclusivo a eventuais casos do novo coronavírus. Conforme a secretaria municipal de Saúde, a criação da unidade respiratória para pronto atendimento vai receber apenas pacientes com sintomas do novo vírus. Um paciente já passou pela unidade na manhã desta segunda-feira, 3, mas não foi considerado caso suspeito.

Na cidade de 82 mil habitantes, há preocupação com a doença, já que um dos casos suspeitos teria sido por transmissão direta. Uma enfermeira apresentou sintomas depois de atender um empresário que retornou da China com sinais da doença.

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A unidade respiratória inaugurada neste fim de semana conta com um médico clínico, um pediatra, equipe de enfermagem e uma enfermaria com leitos para atendimento adulto, pediátrico e de gestantes. A unidade tem ainda salas de emergência e isolamento. Segundo o coordenador da unidade, Vinicius Moraes Mariano, todos os profissionais foram capacitados e receberam uniforme e equipamentos de proteção para atender possíveis casos. “O plano foi elaborado para que possamos abordar todos os pacientes com queixas clínicas gripais e rapidamente diagnosticar possíveis casos com histórico epidemiológico para coronavírus”, disse.

Um primeiro paciente foi encaminhado à unidade respiratória na manhã desta segunda-feira. Ele estava com falta de ar e foi levado para atendimento no setor de inalação. Após a investigação, foi verificado que ele não tivera contato com pessoas que viajaram para o exterior, nem com os casos suspeitos locais. Então, a suspeita foi descartada. O homem foi liberado, após o atendimento.

De acordo com a prefeitura da cidade, os dois casos suspeitos – de um empresário de 45 anos que esteve na China e da enfermeira de 30 anos que o atendeu em um hospital particular – continuam em isolamento domiciliar, com quadro estável. No Estado de São Paulo, há outros seis casos suspeitos monitorados pelo Ministério da Saúde - quatro na capital, um em Americana e outro em Santana de Parnaíba. O Ministério da Saúde deve atualizar os números no início da tarde desta segunda-feira. Não há caso confirmado da doença até o momento.

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