Com mais 2 casos, sobe para 12 nº de mortos por dengue em São Paulo

Índice representa mais do que o dobro das mortes por dengue confirmadas nos últimos quatro anos na cidade

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

17 Julho 2014 | 19h05

Atualizada às 20h12

SÃO PAULO - Mais duas mortes por dengue foram confirmadas nesta quinta-feira, 17, pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Com os novos registros, sobe para 12 o número de óbitos em decorrência da doença registrados na capital paulista neste ano.

O índice representa mais do que o dobro das mortes por dengue confirmadas nos últimos quatro anos na cidade. Entre 2010 e 2013, a cidade teve cinco óbitos, conforme os dados da própria secretaria.

Embora tenham sido confirmadas somente nesta quinta, as duas mortes aconteceram em abril, mês em que a capital paulista viveu o pico da doença. Dos 12 óbitos, 11 ocorreram naquele período e um foi registrado em fevereiro. As novas vítimas são dois homens, de 43 e de 50 anos, moradores dos bairros do Tucuruvi, na zona norte de São Paulo, e Itaquera, na zona leste.

As outras dez mortes já confirmadas anteriormente tiveram como vítimas seis mulheres, dois homens, um adolescente e uma criança. Eles eram moradores dos distritos do Jaguaré, Lapa (zona oeste), República (centro), Limão, Tremembé (zona norte) e Capela do Socorro (zona sul). 

O novo balanço da Prefeitura de São Paulo mostra ainda que chegou a 15.969 o número de casos de dengue registrados de 1.º de janeiro até esta quarta-feira, 16. Em todo o ano passado, foram 2.617 casos. Em relação ao balanço anterior, divulgado na semana passada, o aumento foi de 9,65%. Até então, a capital paulista tinha registro de 14.551 pessoas infectadas.

Incidência. Quase metade dos distritos da cidade tem índice de incidência de dengue acima do aceitável. Segundo classificação do Ministério da Saúde, a taxa é considerada baixa quando é inferior a 100 casos por 100 mil habitantes. Já ultrapassaram essa marca 40 dos 96 distritos paulistanos. Há pouco mais de um mês, eram 25 bairros nessa condição.

Dez dos 40 bairros com índice acima do limite têm situação ainda mais preocupante. Nesses locais, a taxa de incidência está acima dos 300 casos por 100 mil habitantes, marca considerada alta pelo ministério.

O bairro com a maior taxa continua sendo o Jaguaré, com 3.327 casos por 100 mil habitantes, seguido por Lapa (1055) e Rio Pequeno (737), todos na zona oeste, região da cidade mais afetada pela doença neste ano.Completam a lista dos dez distritos com incidência alta Butantã, Campo Limpo, Carrão, Cidade Líder, Jaguara, Pirituba e Raposo Tavares.

Desaceleração. Apesar da confirmação de duas novas mortes e do crescimento no número de casos, a Prefeitura afirma que o pico da doença já passou e o número de notificações da doença começou a desacelerar. Atualmente, diz a secretaria, toda a cidade vive situação de baixa transmissão.

Mesmo assim, a Prefeitura diz manter ações de prevenção, como bloqueio de criadouros do mosquito Aedes aegypti, nebulização contra o inseto já adulto e distribuição de toucas para caixas d’água. Até o próximo dia 22 de julho, a administração municipal promete realizar ações em bairros de todas as regiões da cidade.

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