Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Com medo do coronavírus, embaixada pede que italianos deixem o Brasil

Existe clara preocupação dos diplomatas quanto ao aumento dos casos de covid-19 no País e a elevação do risco de contaminação

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2020 | 18h03

A embaixada da Itália pede que os cidadãos residentes no país europeu em viagem ao Brasil que regressem à terra natal. A convocação publicada neste sábado, dia 11, no site da embaixada, pede urgência no retorno. Embora não diga claramente a razão da convocação, existe clara preocupação dos diplomatas quanto ao aumento dos casos de coronavírus no País e a elevação do risco de contaminação dos cidadãos italianos. 

A mensagem da embaixada destaca a necessidade de quarentena para aqueles que retornarem ao país. "Qualquer pessoa que retorne do exterior à Itália deve comunicar imediatamente sua chegada à Autoridade de Saúde. Ela será submetida a vigilância sanitária e deverá observar obrigatoriamente um período de isolamento de 14 dias". 

Embora informe que não há voos especiais de repatriamento, a embaixada destaca as companhias aéreas com trajetos disponíveis, como a Lufthansa (São Paulo a Frankfurt) e a Air France (Rio de Janeiro e São Paulo a Paris). "Com elas, basta uma escala para chegar à Itália", diz a embaixada.

A Itália é o país europeu com maior número de vítimas de covid-19. Até este sábado foram com 147,5 mil casos e 18.849 vítimas. Os italianos só ficam atrás dos Estados Unidos, que registram 18.860 mortes. 

Os italianos não são os primeiros a pedir o retorno de seus compatriotas. Nesta quinta-feira, dia 10, o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, pediu que os cidadãos do país europeu também voltassem para casa. Sua mensagem foi mais explícita. "No Brasil, o número de pessoas infectadas pela covid-19, gravemente doentes e mortos, está aumentando", diz o comunicado de Witschel. "Devido a este avanço, há temores de que a situação aqui se agrave rapidamente. Em alguns estados, os sistemas de saúde já estão muito ocupados. Enquanto isso, o risco de se infectar e adoecer está aumentando."

Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido já recomendava o retorno de viajantes que estivessem por outros países "enquanto ainda houver rotas comerciais disponíveis". O país britânico relembra que o governo do Brasil proibiu a entrada de estrangeiros por um mês e decretou o fechamento de fronteiras terrestres, mas esclareceu que as partidas do território brasileiro ainda podem acontecer.

Em 24 de março, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um aviso para que os norte-americanos no território brasileiro voltassem o mais rapidamente possível.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.