Asmaa Waguih/Reuters
Asmaa Waguih/Reuters

Com novo secretário, arqueologia egípcia aposta em seus tesouros frente a personalismos

'Sinto que estou aqui para fazer meu trabalho como um soldado que serve às antiguidades', diz Maqsood que foi nomeado há uma semana

Efe

29 Julho 2011 | 09h16

CAIRO - A revolução chegou à arqueologia egípcia pelas mãos de seu novo responsável, Muhammad Abdul Maqsood, sucessor do midiático Zahi Hawass, quem garante que não quer ser uma estrela, mas quer que as antiguidades, sim, o sejam.

 

"Sinto que estou aqui para fazer meu trabalho como um soldado que serve às antiguidades. Penso que os tempos mudaram: antes neste posto vivia uma estrela, mas agora não mais", afirmou Maqsood em sua primeira entrevista a um meio de comunicação estrangeiro desde que foi nomeado há uma semana.

 

É que o novo secretário-geral do Conselho Supremo das Antiguidades Egípcias (CSA) quer acabar com os personalismos nesta nova etapa.

 

Apesar do novo tom que quer imprimir Maqsood, a sombra do antigo responsável, Hawass, ainda paira nos corredores da sede desta instituição no cairota, onde o novo chefe decidiu fixar seu quartel-general.

 

O novo chefe da arqueologia egípcia suspira quando fala do seu trabalho: sua prioridade é empregar os 10 mil arqueólogos egípcios que agora estão desocupados e enfrentar a dívida de US$ 181 milhões, herança da administração anterior.

 

Maqsood adiantou que quer ampliar a colaboração com outros países e prometeu respeito a todos os acordos assinados anteriormente com missões arqueológicas estrangeiras.

 

A partir de agora, na hora de conceder permissões a missões estrangeiras será uma comissão de analistas quem vai decidir, porque "é tempo de dirigir o CSA como uma equipe", apontou Abdel Maqsood.

 

O arqueólogo, especializado em fortificações faraônicas, assinalou que continuará com o trabalho desenvolvido por Hawass de recuperar as antiguidades roubadas que estão no exterior e que vai prosseguir sua luta para recuperar o busto de Nefertiti, em um museu berlinense, e a pedra Rosetta, no British Museum.

 

Sobre os contratos assinados no passado com o canal Discovery e National Geographic, disse que será um comitê do CSA quem vai decidir sobre seu prolongamento.

 

Seja como for, parece que Maqsood pendurou para sempre o chapéu de Indiana Jones que caracterizou seu famoso antecessor, para dar início a uma nova etapa.

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