Com população vivendo cada vez mais, saúde óssea é tema de extrema importância
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Com população vivendo cada vez mais, saúde óssea é tema de extrema importância

Atuar de maneira preventiva contribui para otimizar recursos e reduz o impacto da osteoporose para o sistema de saúde

Amgen, Estadão Blue Studio
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28 de outubro de 2021 | 08h00

Estamos vivendo mais. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a população acima dos 60 anos vai mais do que dobrar entre 2015 e 2050.1 Mesmo sendo uma boa notícia, essa mudança demográfica coloca uma série de desafios à saúde pública, que precisam ser encarados.

 Um alerta importante soou recentemente quando a The Economist Intelligence Unit publicou o relatório Integrated Care Pathways for Bone Health: An Overview of Global Policies (Rotas Integradas de Cuidados com a Saúde Óssea: Uma Visão Geral das Políticas Globais, em tradução literal),2 no qual analisa as práticas adotadas em 80 países no enfrentamento da osteoporose.

 A doença tem impacto cada vez maior. De acordo com o estudo, em 2010, fraturas decorrentes da osteoporose custaram cerca de € 37,4 bilhões à União Europeia. Em quatro anos, a conta deve chegar a € 46,8 bi.3 O mesmo acontece em outras partes do mundo.

 A urgência da questão foi o foco do webinar “Os Impactos da Osteoporose – A Importância da Conscientização do Diagnóstico Precoce e de Políticas Públicas no Enfrentamento dessa Doença”, realizado no último dia 20. O encontro foi resultado de uma parceria entre Estadão Blue Studio e Amgen. A mediação coube à jornalista Rita Lisauskas.

Uma doença silenciosa

Um complicador vem do fato de a osteoporose ser um mal silencioso.4 Segundo a professora de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Rosa Maria Pereira, dos 10 milhões de brasileiros que vivem com a doença, só 20% foram diagnosticados.4 “A grande maioria só fica sabendo quando sofre uma fratura”, lamenta.

 Para o gerente-geral da Economist Impact, Marcio Zanetti, seria fundamental agir precocemente. “É crítico equipar os profissionais responsáveis pela atenção primária para identificar pacientes que tenham risco de desenvolver a doença”, diz.

 Antecipar o diagnóstico em um país com as dimensões e as desigualdades do Brasil, no entanto, não é fácil. As 48 mil unidades básicas de saúde estão a cargo das prefeituras, que nem sempre têm acesso a exames de densitometria óssea, essencial para o diagnóstico da doença. “Sendo sincero, muitos municípios não estão preparados”, admite o secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Raphael Correa, apontando ainda para limitações referentes a profissionais capacitados. “Nosso papel é fazer a capacitação do profissional”, prossegue.

 A escassez de recursos é reconhecida pela professora Rosa Maria. A médica, porém, lembra que existem ferramentas de baixo custo, entre as quais o FRAX, que estima a probabilidade de fraturas em dez anos. “Onde não houver recursos, podemos desenvolver um trabalho baseado nessas ferramentas”, pontua ela.

 Zanetti concorda que a massificação da ferramenta ajudaria a priorizar indivíduos de maior risco. “O mais barato é a prevenção”, aponta. O impacto seria imenso. “A pessoa que sofre uma fratura se isola, precisa da atenção de algum familiar. Essa pessoa pode entrar em depressão. No limite, pode sofrer uma redução em sua expectativa de vida. (...) Os impactos no núcleo familiar e no indivíduo são bem grandes”, completa. 

 Por isso, reforça o especialista, ações voltadas para a educação de pacientes e profissionais da saúde, bem como discussões acerca do papel do poder público, são essenciais para aumentar o conhecimento sobre a doença e assim viabilizar estratégias de prevenção e tratamento precoce.

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