Maurilio Rodrigues/Secretaria de comunicação do governo do AM
Maurilio Rodrigues/Secretaria de comunicação do governo do AM

Com saúde em colapso, Manaus abre novo hospital com 82 vagas para pacientes com coronavírus

Estado tem quase 700 pessoas internadas, entre casos suspeitos e confirmados da doença

Bruno Tadeu, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2020 | 14h58

MANAUS - Com quase 700 pessoas internadas, entre casos suspeitos e confirmados do novo coronavírus, o Amazonas ganhou o reforço de um novo hospital para atendimento às vítimas da pandemia. As atividades do Hospital Nilton Lins começaram neste sábado, 18, com 16 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 66 leitos clínicos para atendimento exclusivo a pacientes com covid-19. 

Propriedade de uma universidade privada na zona centro-sul de Manaus, o local tem capacidade para 450 leitos, que devem ser abertos na totalidade ao longo das próximas semanas, segundo o governo do Amazonas. A secretária estadual de Saúde, Simone Papaiz, ressaltou que o principal objetivo da nova unidade de referência é desafogar as "portas de atendimento". Neste sábado, o governador Wilson Lima (PSC) esteve no hospital para a formalidade de abertura.

A alocação da unidade foi feita por um período de 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias, com aluguel mensal de R$ 866 mil. Na quarta-feira, 15, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Cezar Luiz Bandiera, havia suspendido o contrato de aluguel ao acatar ação popular que alertava para uma capacidade ociosa no Hospital Delphina Aziz, até então o local de referência no atendimento à pandemia. O governo recorreu ao Tribunal de Justiça do Amazonas, que derrubou a decisão no dia seguinte.

O Delphina Aziz, que fica na zona norte de Manaus, tem capacidade para até 350 leitos, mas o Estado atua com 179 leitos no local, sendo 75 de UTI. Na sexta-feira, 17, Simone Papaiz alertou para a necessidade de recursos humanos e estrutura, como parte elétrica, informática e serviços, como hotelaria, nutrição e segurança. “Isso (processo para novos leitos) está acontecendo numa velocidade muito alta, porque geralmente são processos mais morosos, mas nós não temos tempo”, explicou.

“Temos uma necessidade de mais de 800 leitos. Podemos aumentar o número de UTI e diminuir o de internação clínica, à medida que tenhamos condição humana e de equipamentos. A secretaria está exaustivamente tentando conseguir novos equipamentos”, detalhou a titular da pasta.

O Amazonas apresentou 90 novos casos confirmados de Covid-19 nesta sexta-feira, totalizando 1.809, sendo 1.531 na capital Manaus e 278 no interior, onde não há estrutura clínica para atendimento a pacientes de casos graves. São 145 óbitos confirmados pela doença e 34 em investigação no Estado.

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