Gerard Julien/ AFP
Gerard Julien/ AFP

Combinação hidroxicloroquina-zinco pode ser eficaz contra covid-19, diz estudo

Pesquisa americana, primeira a analisar as substâncias juntas, ainda não foi revisada por pares

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2020 | 02h50

A hidroxicloroquina, usada contra a malária, mostrou resultados mistos contra o novo coronavírus em estudos iniciais, mas um novo artigo de especialistas em Nova York sugere que combiná-la com o suplemento dietético de sulfato de zinco poderia criar um tratamento mais eficaz. 

A pesquisa da Grossman School of Medicine da Universidade de Nova York foi publicada em um site médico na segunda-feira, 11, mas ainda não teve revisão de pares. 

Os registros de aproximadamente 900 pacientes com a covid-19 foram analisados, dos quais metade foi submetida a doses de sulfato de zinco juntamente com hidroxicloroquina e antibiótico azitromicina. A outra metade recebeu apenas hidroxicloroquina e azitromicina. 

Aqueles que foram tratados a combinação tripla de drogas tiveram 1,5 vezes mais chances de se recuperar o suficiente para receber alta e apresentaram 44% menos chances de morrer, em comparação com aqueles expostos à combinação dupla de drogas. 

No entanto, o tempo médio gasto pelos pacientes no hospital (seis dias), o tempo gasto no ventilador (cinco dias) ou a quantidade total de oxigênio necessária não foram alterados. 

O principal pesquisador do estudo e especialista em doenças infecciosas, Joseph Rahimian, disse à AFP que essa foi a primeira pesquisa a comparar as duas combinações. 

A hidroxicloroquina foi proposta como um tratamento para o vírus SARS-CoV-2 porque possui propriedades antivirais demonstradas em laboratório, mas não em pessoas.  / AFP

 

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