Começa redução da alimentação da italiana Eluana Englaro

Redução será de 50% e a morte da italiana pode demorar semanas; ela está em estado vegetativo há 17 anos

EFE,

06 Fevereiro 2009 | 09h58

A equipe médica voluntária que vai acompanhar a morte de Eluana Englaro, a italiana em estado vegetativo há 17 anos, começará nesta sexta-feira, 6, a redução da alimentação e hidratação artificial. Assim foi confirmado por Franca Alessio, a tutora legal de Eluana, de 38 anos, aos meios de comunicação italianos.   Veja também:  Você concorda com a decisão de deixar Eluana morrer? Perguntas e respostas: entenda o caso  Veja tudo que foi publicado sobre o caso de Eluana Englaro   "Acredito que tudo está acontecendo tal e qual estava previsto. Desde esta manhã, se procederá a redução da alimentação", acrescentou. Eluana está internada desde 2 de fevereiro na clínica La Quiete de Udine, no nordeste da Itália, sob os cuidados de uma equipe de voluntários dispostos a suspender progressivamente a alimentação - embora sem retirar a sonda nasogástrica - até sua morte, como autorizou a Justiça italiana após o pedido de sua família.   A equipe médica previu um estrito protocolo que começará com a redução de 50% dos elementos nutrientes que eram fornecidos até agora para mantê-la com vida, segundo informou o neurologista Carlo Alberto De Fanti.   Polêmica   Além da polêmica gerada na Itália entre médicos e cientistas sobre o possível sofrimento de Eluana até a morte, o anúncio do neurologista Defanti ocorre no momento em que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou que está estudando a aprovação de um decreto urgente para barrar a sentença que permite a suspensão da alimentação artificial à italiana.   "Estamos preparados para intervir", afirmou Berlusconi na noite de quarta-feira, segundo a imprensa italiana publica hoje, que acrescenta que, nestas horas, será estudada a possibilidade de aprovar um decreto-lei urgente para deter a morte de Eluana.

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