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Começam pesquisas em antimatéria que podem desvendar origem do Universo

Projeto Elena que prevê a produção de antiprótons a partir do ano de 2016, o que ajudará no estudo da antimatéria

Efe

29 de setembro de 2011 | 09h15

 GENEBRA - O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que deu início ao Elena, projeto que prevê a produção de antiprótons a partir do ano de 2016, o que ajudará no estudo da antimatéria.

 

O Elena, aprovado no mês passado, será realizado por cientistas da Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido e Suécia, sob a coordenação do Cern.

 

O diretor do projeto, Stéphan Maury, explicou em comunicado que o Elena "é uma instalação dirigida a produzir antiprótons com os menores níveis de energia já alcançados"

 

O anel desacelerador do Elena ficará no mesmo local que abriga o Desacelerador Antiprótons (AD). O mecanismo do novo projeto permite que os prótons com carga negativa alcancem um quinto da energia gerado pelo AD. Isto permitirá uma melhora na produção dos antiprótons de 0,01% a 10%.

 

Desde que foram descobertos, em 1955, os antiprótons se tornaram uma grande ferramenta de pesquisa e foram importantes na descoberta, das partículas W e Z, responsáveis pelas interações nucleares fracas, uma das quatro fundamentais na natureza. Além disso, no Cern também foram criados os primeiros átomos de anti-hidrogênio.

 

Walter Oelert, pesquisador pioneiro no estudo da antimatéria no Cern, disse que o Elena é um grande passo no estudo dessa disciplina, que entre outras coisas, pode esclarecer o processo de criação do Universo.

 

O desenvolvimento desses experimentos é de extrema importância e permite inclusive estudos sobre o tratamento do câncer. A construção do Elena está prevista para começar em 2013.

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