Comer nozes pode trazer benefícios para o coração, diz estudo

Assiciação de nozes ou castanhas a uma dieta rica em peixes, vegetais e azeites aumenta a resistência

AP, AP

08 de dezembro de 2008 | 19h44

Aqui está uma dica saudável que cabe em uma casca de noz: comer um punhado de nozes por dia durante um ano - juntamente com uma dieta mediterrânea rica em frutas, verduras e peixe - pode ajudar a combater diversos fatores de risco para doenças do coração.  Pesquisadores espanhóis descobriram que acrescentar nozes funcionava melhor que aumentar o azeite de oliva na típica dieta mediterrânea. Ambos os regimes cortam os fatores de risco cardíacos, conhecidos como síndrome metabólica, em mais pessoas que uma dieta de baixa caloria.  "O que é mais surpreendente é que eles encontraram benefícios metabólicos substanciais na ausência da redução calórica ou de perda de peso", disse JoAnn Manson, chefe de medicina preventiva no Harvard's Brigham and Women's Hospital. No estudo, publicado nesta segunda-feira, 8, na revista Archives of Internal Medicine, as pessoas que melhoraram mais foram as que comeram três nozes, de sete a oito avelãs e de sete a oito amêndoas. Eles não perderam peso, na média, mas conseguiram reduzir a gordura abdominal e melhorar o colesterol e a pressão sanguínea.  Manson alertou que acrescentar nozes à dieta ocidental - com muitas calorias e junk food - pode levar ao ganho de peso e mais riscos para a saúde. "Mas usar nozes para substituir um lanche de batatas fritas pode ser muito favorável para a sua dieta", disse.  As nozes podem ajudar as pessoas a se sentirem mais satisfeitas e, ao mesmo tempo, aumentar a habilidade do corpo para queimar calorias, disse o autor principal do estudo, Jordi Salas-Salvado, da Universidade de Rovira i Virgili. "As nozes podem ter efeito na síndrome metabólica de diversas maneiras", disse Salas-Salvado. Elas são ricas em substâncias antiinflamatórias, como a fibra, e antioxidantes, como a vitamina E. Elas têm muita gordura não saturada, um tipo mais saudável de gordura conhecido por seu efeito de baixar os triglicérides no sangue e aumentar o colesterol bom.  Mais de 1.200 espanhóis de 55 a 80 anos foram distribuídos aleatoriamente entre uma das três dietas e foram acompanhados por um ano. Os participantes não tinham histórico de doenças cardíacas, mas alguns tinham fatores de risco como diabete de tipo 2, pressão alta e obesidade abdominal.  No começo, 751 pessoas tinham síndrome metabólica, distribuídas uniformemente entre os três grupos.  Depois de um ano, todos os três grupos tinham menos pessoas com síndrome metabólica, mas o grupo que comeu as nozes liderou a diminuição.

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