Eric Gaillard/Reuters
Eric Gaillard/Reuters

Comissão Europeia propõe sistema para avaliar risco de próteses de mama PIP

Apenas o Reino Unido anunciou que deve apresentar na próxima sexta-feira suas próprias conclusões sobre o risco desses implantes de silicone à saúde

05 de janeiro de 2012 | 18h51

A Comissão Europeia propôs aos Estados-membros a criação de um sistema comum de avaliação para analisar os riscos e o impacto dos implantes de mama Poly Implant Prothèse (PIP).

Durante uma reunião do Comitê de Segurança Sanitária da Comissão Europeia, que inclui especialistas dos 27, Bruxelas propôs a criação de "uma espécie de sistema de avaliação comum sobre esse assunto", explicou nesta quinta-feira em entrevista coletiva o porta-voz comunitário de Saúde e Proteção ao Consumidor, Fréderic Vincent.

Em reunião realizada nesta última quarta, 4, a terceira desde que explodiu o escândalo pela suposta fraude cometida pela empresa francesa fabricante das próteses, o Reino Unido anunciou que deve apresentar na próxima sexta-feira suas próprias conclusões sobre o risco desses implantes à saúde.

O porta-voz lembrou que as autoridades francesas alertaram em dezembro sobre as suspeitas não confirmadas que relacionavam os implantes ao surgimento de câncer.

Atualmente, os países estão fazendo uma avaliação para determinar o número de pessoas que têm esses implantes e os riscos de saúde relacionados, e periodicamente trocam informação entre eles e com a Comissão.

Vincent indicou que um dos objetivos das reuniões é determinar o número de possíveis portadoras dos polêmicos implantes. Enquanto a França acredita que haja cerca de 30 mil pessoas, o Reino Unido estima um número entre 40 mil e 50 mil.

O porta-voz anunciou também que Bruxelas deve fazer antes do final do primeiro semestre deste ano a revisão da legislação europeia sobre dispositivos médicos, que inclui as próteses mamárias.

Vincent informou que a revisão pretende melhorar o acompanhamento dos dispositivos médicos desde sua fabricação até seu destino final e destacou que a Direção vigente foi aplicada a mais de 10 mil deles (incluindo bandagens, lentes de contato e implantes mamários), classificados em função de sua periculosidade.

Os implantes de mama estão na categoria mais perigosa, a de número três, e também a mais controlada.

Apesar de a legislação não ser "frouxa", a Comissão Europeia quer modificar as normas sobre procedimentos e troca de informação entre Estados-membros, destacou.

Sobre o caso das próteses PIP, a Comissão Europeia ressaltu que dezenas de milhares de próteses foram vendidas na UE e em outros países.

A Comissão Europeia se comprometeu na quarta a entrar em contato com as autoridades dos países que podem ter sido afetados, disse o porta-voz.

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