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Comitê científico defende OMS em polêmica sobre vacinação

Organização é acusada de suposta conivência com indústria farmacêutica ao declarar pandemia de gripe A

Efe,

10 Fevereiro 2010 | 15h15

Um representante do comitê científico que assessora a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre vacinas defendeu nesta quarta-feira, 10, a independência desses cientistas. A organização tem sido alvo de acusações por uma suposta conivência com a indústria farmacêutica ao ter declarado uma pandemia de gripe A, que acabou sendo leve.

 

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Enquanto isso, a organização levou Governos a comprar grandes reservas de remédios e vacinas recém-lançadas no mercado.

 

Para esclarecer as dúvidas sobre a independência do órgão que aconselha a OMS em matéria de imunização (SAGE, na sigla em inglês), seu assessor principal, Philippe Duclos, explicou em entrevista coletiva que o comitê está composto pelos "melhores cientistas" e que seus procedimentos e decisões são transparentes. Esses especialistas trabalham particularmente no âmbito acadêmico e para instituições sanitárias nacionais, ressaltou.

 

Além disso, afirmou que existem procedimentos para garantir que as opiniões e recomendações dos membros do SAGE, composto por 15 especialistas de diferentes países, estão totalmente livres de qualquer influência indevida, seja direta ou indireta.

 

O mandato dos integrantes do comitê é de três anos e eles só podem ser reeleitos uma vez. Cada um de seus membros, que não recebem um salário da OMS e que só cobrem suas despesas de viagem, deve apresentar uma declaração cujo objetivo é descartar a presença de qualquer tipo de interesses que possam influir em seus critérios e antes de cada reunião devem renovar esse formulário.

 

"Ninguém que trabalha na indústria farmacêutica pode se sentar no comitê, como também ninguém que tenha interesses nas bolsas de valores pessoais ou familiares em algum laboratório que produza vacinas", explicou Duclós.

 

Ele assegurou também que o procedimento pelo que são adotadas as decisões no SAGE é transparente. Além disso, afirmou que em suas reuniões podem participar observadores, profissionais de entidades sanitárias e de ONGs.

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