Governo de Minas Gerais/Divulgação
Governo de Minas Gerais/Divulgação

Comitê de combate ao 'Aedes' terá aporte de R$ 30 mi em MG

Estado registrou 187.043 casos suspeitos de dengue, 7 de chikungunya e investiga 18 possíveis ocorrências de microcefalia

Leonardo Augusto, Especial para o Estado

29 Dezembro 2015 | 20h11

BELO HORIZONTE - O governo de Minas Gerais lançou nesta terça-feira, 29, um comitê de combate ao Aedes aegypti que terá inicialmente aporte de R$ 30 milhões para combate ao mosquito, que transmite a dengue, febre chikungunya e zika vírus. Até o momento, foram confirmados no Estado sete casos de chikungunya e 187.043 ocorrências - confirmadas ou prováveis - de dengue. Ainda não há registro de zika em Minas. Quanto à dengue, no ano passado, foram confirmados 49.360 casos da doença no Estado.

O comitê é formado por representantes das Secretarias de Governo, Casa Civil, Planejamento, Saúde, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Defesa Social, Política Urbana, Transporte e Obras Públicas, Defesa Civil, Polícia Militar, Bombeiros, Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Apesar do mutirão estatal, é na população que o governo aposta para evitar a propagação do Aedes aegypti. Ao mesmo tempo em que anunciou a criação do comitê, o governador Fernando Pimentel (PT) fez um apelo aos moradores do Estado para acabar com o mosquito, relembrando a campanha "10 minutos contra a dengue", lançada em 27 de novembro.

Na proposta, o governo pede que a população gaste dez minutos por semana para checar a possibilidade da existência de ovos do mosquito dentro de casa ou em quintais. "Esse tempo precisa ser respeitado para que se quebre o ciclo de reprodução do Aedes aegypti", disse o governador.

O mosquito leva de sete a dez dias para passar do ovo à fase adulta, conforme as informações em panfleto da campanha que será distribuído à população. Antes do R$ 30 milhões anunciados nesta terça-feira, o governo já havia liberado R$ 36 milhões também para o combate ao Aedes aegypti.

O comitê será coordenado pelo vice-governador Antonio Andrade (PMDB) e pela Secretaria de Saúde.

Em relação ao zika vírus, considerado o mais perigoso entre os agentes transmitidos pelo mosquito, pela possibilidade de causar microcefalia em recém-nascidos, o governo de Minas investiga 18 casos suspeitos da doença no Estado. O total inicial era de 53, notificados entre 11 de novembro e 28 de dezembro, mas 35 foram descartados. Dos 853 municípios do Estado, quatro estão em situação de risco pela ocorrência do mosquito, 60 estão em estado de alerta e um, Belo Horizonte, teve decretado estado de emergência.

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