Comitê dos EUA põe em questão remédios de resfriado

Uma especialista ouvida pelo comitê da FDA disse que crianças pegam de cinco a oito resfriados ao ano

19 de outubro de 2007 | 17h08

Um comitê de especialistas convocado pelo órgão do governo americano que regulamenta o mercado de produtos de saúde, a Administração de Drogas e Alimentos (FDA), concluiu que não há prova de que remédios pediátricos para tosse e resfriado para menores de 6 anos, vendidos sem receita médica, façam efeito.   São necessários mais estudos para determinar se os ingredientes encontrados nas drogas mais populares realmente funcionam em crianças, já que não há garantia de que um remédio testado em adultos tenha o mesmo efeito nos mais jovens.   O jornal The New York Times especula que é incerto se as empresas farão os estudos, já que boa parte dos ingredientes usados nesses remédios já caíram em domínio público e não são mais objeto de patente.   O comitê da FDA cita uma série de estudos que determinaram que remédios populares contra tosse e resfriado não são melhores que placebos na hora de combater o resfriado comum em crianças.   Uma especialista ouvida pelo comitê disse que crianças pegam de cinco a oito resfriados ao ano.   Os sintomas normais desses resfriados não requerem, necessariamente, tratamentos além de medidas para deixar a criança confortável, disse a representante da Associação Nacional de Enfermeiros Pediátricos, Patricia Jackson Allen.   "Acompanhamento atento para que as defesas normais do corpo da criança restaurem a saúde é uma estratégia apropriada e segura", disse ela, advertindo que tratamento com remédios pode mascarar os sintomas de outras doenças, como asma.

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