STR / AFP
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Como a China conseguiu erguer um hospital para 1 mil pacientes em 10 dias

Uma segunda unidade, com capacidade para atender 1,6 mil pessoas, deve ser inaugurada nesta quarta

João Ker, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2020 | 12h38

O governo chinês inaugurou nesta segunda-feira, 3, um hospital com capacidade para mil pacientes na cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. A expectativa é de que um segundo prédio, com 1,6 mil leitos, seja finalizado até quarta-feira, 5. Balanço da China aponta que 361 pessoas já morreram em decorrência de pneumonia desencadeada pelo novo vírus. 

Com 11 milhões de habitantes, Wuhan foi a primeira cidade chinesa a ter registro de pessoas infectadas pelo coronavírus, deixando médicos sobrecarregados. Construído numa área de 25 mil metros quadrados, o novo hospital foi erguido com base na mesma estratégia utilizada em Pequim durante a epidemia do Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), em 2003. 

Feito com base em prédios pré-fabricados, o Hospital Huoshenshan (Deus da montanha de fogo, em português) já recebeu seu primeiro paciente. O complexo conta com 30 Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), enfermarias, consultórios e almoxarifados, entre outras estruturas. De acordo com a TV estatal chinesa, existe também uma ala específica de quarentena destinada aos infectados pelo vírus, para evitar o aumento de novas infecções. 

Para o hospital ficar pronto a tempo, a construtora China State Construction Engineering Corp. nivelou o terreno e adicionou camadas de concreto e colunas, para que elas ficassem acima do chão. Feitas de placas planas que se encaixam umas nas outras, as unidades pré-fabricadas têm aproximadamente 30 metros quadrados, com quartos despressurizados e capacidade para até dois leitos cada.

De acordo com o governo chinês, 1,4 mil médicos, enfermeiros e funcionários foram deslocados para a nova unidade hospitalar. Para construí-la, foi necessária uma equipe de 7 mil pedreiros, eletricistas, carpinteiros e encanadores. 

A expectativa é de que um novo prédio com 1,6 mil leitos, o Leishenshan (Deus da montanha do trovão, em português), comece a operar nesta quarta-feira.

 

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