Como o isolamento impactou a socialização dos adolescentes?

'Em resumo, nesse tempo, eles viveram uma realidade virtual e agora não terão mais o avatar como escudo ou um tempo para pensar em toda e qualquer resposta', conta a neuropsiquiatra Gesika Amorim

Redação - O Estado de S.Paulo

No Pergunte ao Especialista desta semana, vamos falar sobre impactos da pandemia nos adolescentes. Tem uma dúvida? Escreva para ana.lourenco@estadao.com ou para o Instagram @bemestarestadao

Sem o isolamento, jovem deixa de ter o avatar das redes como escudo  Foto: Unsplash.com

O isolamento teve consequências para a socialização dos adolescentes?

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Isabel Soares, São Paulo

Responde Gesika Amorim, neuropsiquiatra

Muito. Esses jovens ficaram dois anos trancados dentro de casa, isolados da sociedade e não aprenderam a lidar com as situações adversas e com pessoas diferentes da sua bolha. Em resumo, nesse tempo, eles viveram uma realidade virtual e agora não terão mais o avatar como escudo ou um tempo para pensar em toda e qualquer resposta. Pelo contrário, eles deverão enfrentar, cara a cara, as dificuldades. O problema é que eles não sabem lidar bem com a dor. São jovens que ante qualquer diversidade se desesperam porque não aprenderam a lidar com isso, o que causa um sofrimento. Assim, estamos percebendo muitos pacientes evoluindo para quadros comportamentais mais sérios, tanto para ansiedade quanto para depressão, principalmente entre os 12 e 16 anos. Em alguns casos, até jovens que fazem a automutilação.

Os próximos dois anos vão ser uma janela para que essa geração aprenda a lidar com as próprias emoções e as do próximo. Para ajudar nessa adaptação, em primeiro lugar precisamos entender qual será a nova realidade, porque estamos há dois anos passando por um estresse crônico e esse é um momento novo e difícil para todos, inclusive os pais. A ajuda e suporte – tanto psicológico quanto social – são muito necessários, mas para isso precisamos vencer as barreiras do preconceito do tratamento de saúde mental e começar a falar sobre esses assuntos.

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Sem o isolamento, jovem deixa de ter o avatar das redes como escudo  Foto: Unsplash.com

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Muito. Esses jovens ficaram dois anos trancados dentro de casa, isolados da sociedade e não aprenderam a lidar com as situações adversas e com pessoas diferentes da sua bolha. Em resumo, nesse tempo, eles viveram uma realidade virtual e agora não terão mais o avatar como escudo ou um tempo para pensar em toda e qualquer resposta. Pelo contrário, eles deverão enfrentar, cara a cara, as dificuldades. O problema é que eles não sabem lidar bem com a dor. São jovens que ante qualquer diversidade se desesperam porque não aprenderam a lidar com isso, o que causa um sofrimento. Assim, estamos percebendo muitos pacientes evoluindo para quadros comportamentais mais sérios, tanto para ansiedade quanto para depressão, principalmente entre os 12 e 16 anos. Em alguns casos, até jovens que fazem a automutilação.

Os próximos dois anos vão ser uma janela para que essa geração aprenda a lidar com as próprias emoções e as do próximo. Para ajudar nessa adaptação, em primeiro lugar precisamos entender qual será a nova realidade, porque estamos há dois anos passando por um estresse crônico e esse é um momento novo e difícil para todos, inclusive os pais. A ajuda e suporte – tanto psicológico quanto social – são muito necessários, mas para isso precisamos vencer as barreiras do preconceito do tratamento de saúde mental e começar a falar sobre esses assuntos.

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