Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Como reduzir a possibilidade de transmissão da covid-19 na ceia de Natal?

Saiba quais fatores considerar na hora de decidir se reunir com familiares nas festas de fim de ano; especialista também indica protocolos para reduzir riscos

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2020 | 15h54

O primeiro ponto que precisa estar claro ao se falar da celebração de Natal e de ano-novo na pandemia da covid-19 é que sempre existe um risco de contaminação. O que se pode fazer é minimizá-lo por meio da adoção de protocolos.

“Não existe nenhuma forma de um evento com várias pessoas que estão convivendo em ambientes diferentes que não tenha nenhum risco”, destaca Marcio Sommer Bittencourt, médico da Clínica de Epidemiologia do Hospital Universitário da USP. “Basta uma pessoa infectada para infectar todas as outras.”

Ele destaca que a decisão deve considerar principalmente cinco fatores: espaço, número de pessoas, perfil dos participantes, duração e protocolos de segurança aplicáveis. Isto é, deve-se dar prioridade a locais abertos e bem ventilados, grupos pequenos, por tempo reduzido, com distanciamento social e uso de máscara, preferencialmente a cirúrgica ou a N95.

Dentro disso, também se deve calcular os riscos de exposição ao misturar pessoas que estão quarentenadas e as que estão trabalhando fora, que são de núcleos distintos e, principalmente, entre aqueles que são idosos e têm comorbidades. O especialista destaca que a ocupação deve ser de até oito pessoas que vivam em até três endereços distintos.

Na prática, a celebração de menor risco de contágio significaria adotar o distanciamento social e o uso de máscaras durante todo o período sem consumo alimentar. Na hora da refeição, as pessoas seriam distribuídas em pequenas mesas distintas, reunindo os moradores de um mesmo lugar em cada uma. “E um evento único, só de noite ou só de tarde”, ressalta o médico.

Outra ação que pode ajudar a reduzir o risco é se submeter ao teste PCR na véspera. “Se for negativo, o risco é menor. Mas nunca é zero”, comenta. Em relação ao trajeto, ele recomenda ir de carro e apenas com as pessoas que vivem no mesmo imóvel. “Se não puder (ir de automóvel) e precisar tomar um ônibus ou avião, a primeira opção é repensar.”

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