Comportamento individual é decisivo contra a covid-19
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Comportamento individual é decisivo contra a covid-19

Especialistas do Hospital Sírio-Libanês falam sobre a gravidade do momento atual da pandemia e reforçam a necessidade de adesão às medidas de proteção

Hospital Sírio-Libanês, O Estado de S.Paulo
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21 de março de 2021 | 07h00

Um ano após a notificação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, o mundo volta seu olhar e preocupação para o pior momento da pandemia no País. Diante desse cenário, e com a velocidade da vacinação aquém do necessário para imunizar prioritariamente a população mais vulnerável, os especialistas são unânimes: mais do que nunca é preciso reforçar todas as medidas que contribuam para reduzir a propagação do vírus. “O distanciamento social e o isolamento são instrumentos importantíssimos neste momento”, afirma o cardiologista Luiz Cardoso, superintendente de Pacientes Internados e Práticas Médicas e coordenador do Comitê Covid-19 do Sírio-Libanês.

“Países que conseguiram restringir a circulação de pessoas durante pelo menos 15 dias reduziram drasticamente o número de novos casos”, completa Mirian Dal Ben, infectologista do hospital. A questão é que, por aqui, a população ainda não parece estar convencida dessa necessidade. “Ficamos, então, com o pior dos mundos: temos os malefícios econômicos do fechamento do comércio, mas sem obter os benefícios do isolamento, ou seja, a diminuição da transmissão”, lamenta a infectologista. “A gente sabe onde estão os riscos maiores de se contaminar. É quando a pessoa se reúne em restaurantes, bares, em grupos familiares. São situações nas quais em geral se tira a máscara para comer, para ficar conversando”, analisa Cardoso.

Protocolos rigorosos de segurança

O uso de máscara de maneira correta, aliás, é outro recurso que, por mais óbvio que pareça, ainda tem deixado muito a desejar. “Nessa questão, não cabe livre-arbítrio. Quando alguém sai sem máscara está impactando diretamente também a saúde do outro”, enfatiza Mirian. Na hora de escolher o modelo, se optar pela de pano, ela deve ter três camadas. E tanto esse tipo como as cirúrgicas ou a N-95 precisam estar colocadas sobre a boca e o nariz, de forma que não fique nenhum espaço entre a máscara e o rosto.

“No hospital, desde o início da pandemia seguimos protocolos de maneira impecável, para preservar tanto os pacientes como a própria equipe. Além dos equipamentos de proteção especiais, recebemos orientações claras sobre todos os cuidados ao entrar e sair dos quartos”, conta Keila Cristina Karolczyk Albano, enfermeira que atua na linha de frente do atendimento aos pacientes com covid-19. Desde maio de 2020, o Sírio-Libanês implantou o Programa Proteger, para reforçar as boas práticas de prevenção ao vírus, apoiar as equipes com mais proximidade e cuidar da segurança de todos enquanto desempenham seu trabalho na instituição.

Os números da pandemia no Hospital Sírio-Libanês

Foram utilizados mais de:

10,7 milhões de luvas de procedimento

2,2 milhões de aventais de isolamento

4,4 milhões de máscaras cirúrgicas

141 mil máscaras N-95

>>> Entre fevereiro de 2020 e fevereiro de 2021, o Hospital Sírio-Libanês atendeu mais de 3.395 pacientes com covid-19

Menos diagnósticos

De março a agosto de 2020, caiu significativamente o número de exames para detecção de diferentes doenças, comparado ao mesmo período de 2019, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed)

Papanicolau (câncer de colo de útero): - 49,2%

Mamografia (câncer de mama): - 46,2%

Sorologia HIV: - 34,6%

PSA total (câncer de próstata): - 39,5%

A saúde não pode esperar

“As outras doenças não deixaram de existir e precisam ser diagnosticadas e tratadas”, diz o radiologista Cesar Nomura, superintendente de Medicina Diagnóstica do Sírio-Libanês. “Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), houve uma queda de quase 50% das mamografias e de cerca de 40% no número de biópsias nesse período”, exemplifica.

Para o oncologista Gustavo Fernandes, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, as pessoas estão deixando de fazer seus exames periódicos até diante de sintomas importantes, o que deve gerar uma explosão de casos avançados de câncer daqui a um tempo. “Nossa recomendação é: não tome decisões sozinho. Hoje temos o recurso da teleconsulta e, juntos, médico e paciente podem avaliar a possibilidade de adiar um exame, atrasar um ciclo de quimioterapia ou uma cirurgia”, diz.

Também na cardiologia a falta de acompanhamento preocupa. “Grande parte dos que sofrem com doenças crônicas, como os hipertensos, os que têm insuficiência cardíaca e os transplantados, corre risco de agravamento de suas condições por não procurar assistência”, alerta Roberta Saretta, gerente médica do Centro de Cardiologia do Hospital.

Se a situação pede uma consulta presencial, é importante saber que os procedimentos são feitos com segurança. “No Sírio-Libanês, os fluxos estão muito bem organizados. Dos profissionais de saúde ao pessoal técnico e da limpeza, quem trabalha no setor destinado à covid-19 não acessa os demais”, finaliza a cardiologista.

Não Pare de Se Cuidar

O Sírio-Libanês está promovendo a campanha Não Pare de Se Cuidar , que pretende reforçar um importante movimento de engajamento às formas de reduzir a transmissão da covid-19. Use máscaras, higienize as mãos com frequência e evite aglomerações. Somente com a adoção dessas medidas vamos conseguir, juntos, proteger uns aos outros.

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