USDA/Divulgação
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Confirmação de zika na capital paulista não amplia temor

No dia 4, primeiro caso da infecção foi anunciado; registro é da Freguesia do Ó, na zona norte, de uma mulher de 28 anos

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

08 Março 2016 | 05h00

No dia 4 deste mês, o primeiro caso de zika contraído na capital paulista foi anunciado. O registro é da Freguesia do Ó, na zona norte da capital, de uma mulher de 28 anos que está grávida. Apesar da divulgação da informação, gestantes do bairro não demonstram preocupação. Outras afirmam não saber do caso. 

“Eu não estou preocupada, porque não acredito que seja isso (zika) que está causando a microcefalia”, afirma a consultora óptica Márcia Silva, de 27 anos.

Moradora do bairro há cinco anos, ela está grávida de oito meses do primeiro filho. “Passo repelente para evitar problemas, mas meus ultrassons deram normais.” Ela afirma que não há muitos mosquitos nas redondezas de sua residência.

Grávida de cinco meses, a teleatendente Giovanna Cristina Pavanelli, de 21 anos, mora no Jardim Vista Alegre, também na zona norte, e estava ontem em consulta em um hospital na Freguesia do Ó. Ela desconhecia o registro de infecção na capital. “Não estava sabendo, mas não tem como não se preocupar. Estou usando roupas de mangas compridas quando saio para trabalhar e minha avó coloca veneno em casa.”

Repelente. Após ser informada, ela disse que pretendia começar a usar repelente. “Tem muitos pernilongos no bairro e não dá para saber sempre qual é o da dengue”, diz o companheiro da jovem, o tapeceiro Felipe Ferreira de Araújo, de 22 anos.

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